Europa Press/Contacto/Alexander Kazakov
MADRID 26 jan. (EUROPA PRESS) - O Kremlin alertou nesta segunda-feira sobre um possível bloqueio naval dos Estados Unidos a Cuba, em um suposto plano para conseguir uma mudança de regime na ilha após a operação militar norte-americana contra a Venezuela, que culminou com a captura do presidente Nicolás Maduro. “Estamos lendo muitas informações sobre esse assunto. São informações alarmantes. Sabemos que nossos camaradas cubanos estão prontos para defender seus interesses e sua independência”, avaliou o porta-voz presidencial, Dimitri Peskov, segundo declarações recolhidas pela agência Interfax.
Nos últimos dias, a mídia americana tem ecoado um suposto plano do governo de Donald Trump para, ao longo deste ano, reforçar a pressão sobre Havana para forçar alguns membros do Executivo a chegar a um acordo com Washington que implique uma mudança de regime na ilha.
Esse plano seguiria os passos dos Estados Unidos na Venezuela, onde a pressão com um destacamento militar, a designação de uma zona de exclusão aérea e o bloqueio ao petróleo venezuelano culminaram em uma operação militar para tirar Maduro do poder, deixando em seu lugar a vice-presidente Delcy Rodríguez, que desde então tem cooperado com as autoridades americanas.
Nos dias que se seguiram à queda de Maduro, Trump ameaçou Cuba, instando as autoridades cubanas a “chegar a um acordo” e alertando que a crise na ilha se agravará devido à falta de fornecimento de energia da Venezuela. “Convido-os veementemente a chegar a um acordo antes que seja tarde demais (...). Não haverá mais petróleo nem dinheiro para Cuba. Zero!”, afirmou em uma mensagem nas redes sociais. O jornal “The Wall Street Journal” vai além e informa que o governo americano estaria em plena busca de perfis dentro do governo cubano de Miguel Díaz-Canel que estejam cientes das consequências de uma intervenção e queiram fechar um acordo com Washington.
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