Europa Press/Contacto/Peter Kovalev
MADRID 20 ago. (EUROPA PRESS) -
O Kremlin afirmou nesta quinta-feira que certos políticos na Ucrânia buscam “tirar proveito da situação” ao pedir a convocação de novas eleições, apesar do atual contexto de guerra, um antigo debate levantado por Moscou e ao qual agora se juntou o ex-ministro da Defesa ucraniano, Mijailo Fedorov, que saiu pela porta dos fundos na última reforma ministerial do presidente Volodimir Zelenski, em meio a confrontos com os comandantes militares.
“O regime de Kiev e o cenário quase político que o cerca estão longe de ser monolíticos. Vemos que muitos deles tentam, como é natural, tirar proveito da situação”, avaliou o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov.
“Alguns tentam invocar a democracia e as normas democráticas, enquanto outros nem sequer tentam”, observou Peskov, que ressaltou a postura crítica de Moscou em relação a Zelenski, informa a TASS.
Nesta semana, o ex-ministro da Defesa levantou a necessidade de convocar eleições na Ucrânia diante da crise de governança e credibilidade das instituições, envolvidas em inúmeros casos de corrupção, sendo que um dos mais recentes atingiu pessoas do círculo mais próximo do próprio presidente Zelenski.
A posição de Moscou ao questionar a legitimidade de Zelenski baseia-se no disposto na própria Constituição da Ucrânia, cujo artigo estabelece que o mandato presidencial termina a cada cinco anos. Caso não seja possível realizar eleições devido à guerra, o cargo deveria recair sobre o presidente do Parlamento.
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