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MADRID 8 jul. (EUROPA PRESS) -
O Kremlin advertiu nesta quarta-feira que tomará medidas contra os países que suspenderam a proibição de implantar armas nucleares em seu território, depois que a Finlândia já o fez e alguns países do Báltico levantaram essa possibilidade, motivados pelas exigências da OTAN e pela guerra na Ucrânia.
O porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, destacou que, “ao contrário” do que esses países possam acreditar ao suspender essas proibições, contar com esse tipo de arsenal em seu território “não melhorará sua segurança”, mas aumentará “significativamente” o nível de risco para eles.
“Serão tomadas contramedidas contra esses países para que possamos proteger nossos interesses”, antecipou Peskov em coletiva de imprensa ao ser questionado sobre a proposta de lei para alterar a Constituição lituana e, assim, permitir o armazenamento de armas nucleares, que está sendo debatida no Parlamento.
Peskov mostrou-se surpreso com o fato de essas manobras partirem da Lituânia — “essa é uma informação nova, eu não tinha ouvido falar disso antes”, disse ele — e apontou para a influência exercida pela Finlândia, depois que seu Parlamento aprovou, há algumas semanas, uma lei para manusear, transportar e abrigar armas nucleares no país.
“É provável que os países bálticos se apressem a seguir o exemplo da Finlândia e tomem uma decisão semelhante”, avaliou o porta-voz do presidente russo, Vladimir Putin, segundo informou a agência Interfax.
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