Publicado 22/07/2026 09:33

O Kremlin acredita que as mudanças na alta cúpula militar ucraniana mostram que o “regime de Kiev está vacilando”

RÚSSIA, MOSCOU – 24 DE JUNHO DE 2026: O porta-voz do presidente russo Putin, Dmitry Peskov, participa de uma sessão intitulada “Cenários para a ordem mundial em meados do século XXI” no 12º Fórum Internacional “Primakov Readings”
Europa Press/Contacto/Sergei Fadeichev

MADRID 22 jul. (EUROPA PRESS) -

O Kremlin avaliou nesta quarta-feira que a nova mudança na cúpula das Forças Armadas da Ucrânia é um indício de que esse “regime está se desestabilizando por dentro” e descartou que isso venha a provocar mudanças na linha de frente.

O porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, começou por optar por não fazer comentários sobre a saída de Oleksandr Sirski do comando das Forças Armadas da Ucrânia, embora tenha acabado por destacar que “é visível a olho nu” que “o regime de Kiev está se desestabilizando por dentro”.

Nesse sentido, ele descartou que a saída de Sirski e a chegada de Mijailo Drapati como novo comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia “venham a provocar qualquer mudança na linha de frente”, onde o que está ocorrendo “é de conhecimento geral”.

“Nossas Forças Armadas continuam com as operações ofensivas ao longo de toda a linha de frente, no âmbito da operação militar especial, e é visível a olho nu que todas essas perturbações são uma evidência de que o regime de Kiev está vacilando”, avaliou o porta-voz em coletiva de imprensa, segundo informa a TASS.

A nova cúpula militar ucraniana assumiu nesta quarta-feira, depois que, na véspera, o presidente Volodimir Zelenski surpreendeu primeiro com a destituição de Oleksandr Sirski e, poucos dias antes, com a de Mijailo Fedorov, que deixou o cargo de ministro da Defesa, em meio a acusações contra o ex-chefe do Exército.

Embora as divergências entre Sirski e Fedorov, desde que este assumiu o cargo há meio ano, fossem um segredo a voz alta, a saída do então ministro da Defesa revelou à opinião pública que eles eram incapazes de se comunicar sem a mediação de Zelenski, que já havia alertado que isso era incompatível com a vitória na guerra.

Embora a demissão de Fedorov tenha ocorrido no âmbito de uma reforma muito mais ampla do gabinete de governo, incluindo uma troca de primeiro-ministro, ela não foi bem recebida pela opinião pública, que o considera o artífice de algumas das conquistas no campo de batalha e, naquela mesma semana, saiu às ruas para protestar.

Os protestos, que reuniram centenas de pessoas, não apenas defenderam a figura do jovem Fedorov, mas também serviram para questionar as constantes mudanças na liderança do Ministério da Defesa, que já contou com cinco responsáveis desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022.

Com a decisão de dispensar Sirski, Zelenski espera assim encerrar um capítulo que poderia ter colocado em dúvida a unidade e a eficácia da defesa ucraniana, em um momento em que, em Kiev, se destaca que o país está entrando em uma fase decisiva da guerra.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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