A. Pérez Meca - Europa Press
MADRID 17 out. (EUROPA PRESS) -
O ex-assessor de José Luis Ábalos, Koldo García, acredita que ele não foi preso preventivamente porque não corre risco de fuga, uma vez que depende de uma pensão como seu único sustento financeiro e também ressalta que pediu para poder vender seus bens para se sustentar.
Foi o que Koldo disse em declarações à Tele 5, relatadas pela Europa Press, nas quais defendeu a decisão do juiz da Suprema Corte que investiga o caso contra ele, Leopoldo Puente, de não ordenar sua prisão preventiva e criticou o promotor público que solicitou sua prisão preventiva.
Nessas declarações, o ex-assessor justificou sua liberdade com o fato de ter uma retribuição econômica da qual disse depender, ao contrário do que disse a promotoria.
A esse respeito, ele declarou: "a promotoria privada deveria analisar as coisas um pouco melhor, porque dizer que eu não tenho remuneração financeira quando tenho uma pensão, dizer que havia risco de fuga quando eles estão me pagando e eu não tenho outra forma de sobreviver, quando eles sabem perfeitamente que eu pedi para vender meus bens para poder me sustentar".
Ele também alegou que não tem sua agenda pessoal para ligar para as pessoas "a quem ele poderia pedir um emprego". Koldo também explicou que decidiu não testemunhar porque não tem meios para se defender ou para "certificar tudo o que pode dizer", já que, segundo ele, tudo o que disser poderá ser "mal interpretado".
"Eu me senti como um cidadão cujos direitos estavam sendo aplicados a mim", admitiu Koldo em relação à audiência da última quarta-feira.
Por outro lado, ele disse que precisa dar explicações em "nível judicial" sobre os envelopes com dinheiro, e que todas as vezes que tentou fazer isso na mídia foi "mal interpretado".
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