Publicado 27/04/2026 04:52

Kim Jong Un inaugura um museu em homenagem aos soldados mortos em combate na fronteira com a Ucrânia, na Rússia

Enaltece os laços com a Rússia, enquanto Putin elogia o trabalho dos “corajosos soldados norte-coreanos” que participaram da contraofensiva em Kursk

COREIA DO NORTE, PYONGYANG - 26 DE ABRIL DE 2026: Cerimônia de inauguração de um museu e complexo memorial dedicado aos militares norte-coreanos que participaram da libertação da região de Kursk, na Rússia, das Forças Armadas da Ucrânia
Europa Press/Contacto/Vadim Savitsky

MADRID, 27 abr. (EUROPA PRESS) -

As autoridades da Coreia do Norte inauguraram um museu em homenagem aos seus soldados mortos em combate ao lado da Rússia contra as tropas da Ucrânia, um evento liderado pelo líder norte-coreano, Kim Jong Un, que voltou a destacar a importância do fortalecimento dos laços com Moscou, reforçados nos últimos anos.

A cerimônia de inauguração do Museu Conmemorativo das Hazañas de Combate nas Operações Militares no Exterior, localizado na capital, Pyongyang, coincidiu com o primeiro aniversário da recuperação da região de Kursk pelas tropas russas — com o apoio das forças norte-coreanas —, após uma incursão lançada em agosto de 2024 pelo Exército da Ucrânia.

Durante o evento, que contou com a presença do ministro da Defesa russo, Andrei Belousov, e do presidente da Duma da Rússia, Viacheslav Volodin, Kim se reuniu com membros das unidades que participaram dos combates, aos quais parabenizou pelo trabalho, conforme informou a agência de notícias estatal norte-coreana, KCNA.

Além disso, destacou a “importância estratégica das operações para libertar Kursk” e o fato de que as tropas russas e norte-coreanas “lutaram lado a lado na mesma trincheira pela paz e pela soberania”, ao mesmo tempo em que observou que o novo museu “brilhará em todo o mundo”. “Os mártires serão imortais sob seus raios brilhantes”, afirmou.

Por sua vez, Belousov leu uma mensagem enviada pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, aos presentes na inauguração, um texto no qual expressou sua “profunda gratidão” a Kim e a “todos aqueles que contribuíram para colocar em andamento um projeto tão grande no menor tempo possível, tendo em vista o aniversário da libertação de Kursk dos invasores”.

O mandatário russo expressou ainda sua confiança de que “por meio de esforços conjuntos, será possível reforçar de forma consistente a parceria estratégica entre a Rússia e a Coreia do Norte” e aplaudiu os “corajosos soldados norte-coreanos” que participaram da contraofensiva em Kursk, segundo o documento, publicado pelo Kremlin.

“Lutando lado a lado com seus irmãos de armas russos, os soldados e oficiais norte-coreanos demonstraram uma coragem excepcional e uma verdadeira abnegação, conquistando uma glória eterna”, afirmou. “Seu heroísmo sem igual permanecerá para sempre no coração de cada cidadão russo”, destacou.

Dessa forma, ele destacou que o museu “tem como objetivo perpetuar a memória do heroísmo dos soldados do Exército Popular da Coreia e dos sacrifícios realizados em nome de uma vitória comum”, razão pela qual “se tornará um símbolo visível da amizade e da unidade de nossos povos”.

Pyongyang enviou entre 10.000 e 12.000 soldados para a Rússia, à medida que as tropas russas demonstravam sua incapacidade de repelir a ofensiva do Exército ucraniano na região, onde este conquistou cerca de 1.000 quilômetros quadrados após uma incursão surpresa no início de agosto de 2024.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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