MADRID 17 mar. (EUROPA PRESS) -
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, anunciou nesta terça-feira que a inauguração do museu em memória dos soldados norte-coreanos mortos em combate durante a invasão russa da Ucrânia ocorrerá por ocasião do aniversário da “libertação de Kursk”, a região russa recuperada em abril de 2025 após uma ofensiva do Exército ucraniano.
Assim, está previsto que o museu abra suas portas no final do próximo mês para homenagear as tropas da Coreia do Norte mobilizadas para apoiar as forças russas, conforme explicou Kim, que inspecionou nesta mesma terça-feira a construção do centro.
Kim explicou que a construção está concluída em aproximadamente 93% e destacou a importância do “papel desempenhado pelos soldados norte-coreanos para conseguir recuperar a zona”, segundo informações da agência estatal de notícias KCNA.
Durante sua visita, Kim inspecionou o interior do museu, que terá uma área “dedicada aos heróis” e outra para a exposição das “armas apreendidas”. “Este projeto é de grande importância”, explicou ele, ao mesmo tempo em que indicou que “o museu deve demonstrar o nível da arquitetura e se tornar uma obra de arte digna”, acrescentou.
Kim também descreveu a construção como uma “obra nobre que deixa para sempre um registro na história da coragem sem igual e do heroísmo coletivo demonstrados por nossos soldados nas operações militares no exterior”.
Pyongyang enviou entre 10.000 e 12.000 soldados para a Rússia, à medida que as tropas russas demonstravam sua incapacidade de repelir a ofensiva do Exército ucraniano na região, onde este conquistou cerca de 1.000 quilômetros quadrados após uma incursão surpresa no início de agosto de 2024.
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