Europa Press/Contacto/Hennadii Minchenko
MADRID 26 ago. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andri Sibiga, denunciou nesta quarta-feira ao seu homólogo francês, Jean-Noël Barrot, que a Rússia está “intensificando” os ataques no Mar Negro, o que afeta a economia ucraniana em plena época de colheita de cereais.
“A Rússia está intensificando deliberadamente seus ataques contra portos e rotas marítimas em plena época de colheita, o que representa uma ameaça à economia ucraniana, à liberdade de navegação e à segurança alimentar mundial”, alertou o chefe da diplomacia ucraniana em contato com seu colega francês.
Segundo informações do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, Sibiga analisou com Barrot “medidas práticas para manter as rotas marítimas abertas e seguras”.
Da mesma forma, a Ucrânia destacou a necessidade de reforçar suas defesas antiaéreas diante da onda de bombardeios russos, uma campanha que Sibiga espera que se intensifique durante o inverno. “A Rússia continuará tentando usar o inverno como arma e atacar nossa infraestrutura energética. O fortalecimento da defesa antiaérea continua sendo um componente importante da defesa”, acrescentou.
Assim, ele pediu que a pressão sobre Moscou seja “mais sistemática e previsível”. “Todo ataque russo em grande escala deve ser seguido por uma resposta com sanções”, exigiu, destacando especificamente a necessidade de atacar o sistema balístico russo e de retomar as discussões sobre a apreensão dos ativos russos congelados na Europa.
PRÓXIMAS SANÇÕES DA UE
A Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, prometeu apresentar, após o verão, as “sanções mais duras” já adotadas contra a Rússia — uma nova rodada que se somará aos 21 pacotes de medidas restritivas aprovados até o momento pela UE em resposta à invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022.
“Vamos estreitar ainda mais o cerco em torno da frota fantasma da Rússia para privar Moscou dos recursos com os quais financia a guerra”, afirmou Kallas, que ressaltou que a resistência da Ucrânia contribui para levar a Rússia a sentar-se à mesa de negociações.
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