Europa Press/Contacto/Eugen Kotenko - Arquivo
MADRID 25 mar. (EUROPA PRESS) -
As autoridades ucranianas denunciaram que cerca de 30 jornalistas ucranianos estão detidos ilegalmente em território russo desde o início da invasão, há mais de quatro anos, e criticaram a Cruz Vermelha por ter reconhecido apenas o caso de um deles. “Isso representa um obstáculo adicional para o seu retorno”, afirmou.
O comissário de Direitos Humanos do Parlamento ucraniano, Dimitro Lubinets, estimou em 26 o número de jornalistas e profissionais da mídia ucranianos que estão detidos tanto na Rússia quanto nos territórios da Ucrânia atualmente sob controle russo.
Além disso, ele destacou que, em 2025, apenas três cidadãos ucranianos conseguiram ser repatriados, os quais haviam sido detidos enquanto exerciam suas funções como profissionais da mídia. Trata-se de Dimitro Jiliuk, Mark Kaliush e Vladislav Yesipenko, detalhou ele.
Por outro lado, lamentou que o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) não tenha confirmado oficialmente a detenção de todas essas pessoas, na qualidade de profissionais da mídia, com exceção de uma delas.
“O CICV, legalmente, ‘não reconhece’ os demais, o que representa um obstáculo adicional tanto para o seu retorno quanto para o processo de negociações”, afirmou Lubinets, durante um fórum sobre o trabalho da mídia em tempos de guerra, segundo a agência Ukrinform.
Ele também quis destacar o trabalho dos profissionais da mídia durante o conflito, vítimas frequentes, ressaltou, de bombardeios e ataques com drones.
“Eles arriscam suas vidas não apenas cobrindo eventos na linha de frente, mas também em cidades consideradas seguras”, disse ele. A ONG Repórteres Sem Fronteiras registrou 175 jornalistas, tanto ucranianos quanto estrangeiros, afetados pelos combates na Ucrânia desde o início da operação russa em fevereiro de 2022, dos quais 16 faleceram.
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