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MADRID 18 mar. (EUROPA PRESS) -
As autoridades ucranianas estimaram em 1,6 milhão o número de crianças ucranianas "sob controle russo" desde o início da invasão, há pouco mais de três anos, e denunciaram o fato de que muitas são recrutadas à força para organizações militares e programas de propaganda para "destruir sua identidade".
O chefe do Gabinete do Presidente, Andri Yermak, fez eco às estimativas das organizações ucranianas de direitos humanos para denunciar esses números, que são divididos entre aqueles "deportados ou forçados a viver sob ocupação", em muitos casos forçando-os a aceitar a cidadania russa.
"Sua identidade ucraniana é sistematicamente destruída", denunciou Yermak, que falou de "uma política planejada de sequestro" de menores. "Os crimes russos contra as crianças continuam", alertou.
Yermak enfatizou que os mandados de prisão emitidos pelo Tribunal Penal Internacional (ICC) contra o presidente russo Vladimir Putin e a comissária presidencial para os direitos das crianças Maria Lvova-Belova por crimes de deportação ilegal "são apenas o começo".
Nesse sentido, ele enfatizou que a Ucrânia está colocando à sua disposição "todos os instrumentos nacionais e internacionais para punir os organizadores e autores desses crimes".
"Não vamos parar até que todas as crianças voltem para casa. Nenhuma paz será justa se as crianças ucranianas permanecerem nas mãos da Rússia", disse ele em um post no Telegram.
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