MADRID 3 jan. (EUROPA PRESS) -
O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, reconheceu no sábado que os protestos que abalaram o país nos últimos dias foram causados pela inquietação com a situação econômica, mas advertiu que eles faziam parte de uma "guerra branda".
"Quando um empresário vê o valor da moeda nacional caindo, a instabilidade das taxas de câmbio e a falta de estabilidade econômica e diz 'eu não posso fazer negócios', ele está dizendo a verdade", disse Khamenei durante uma reunião com parentes do ataque dos EUA ao general Qassem Soleimani no Iraque, relatado pela agência de notícias oficial iraniana IRNA.
Khamenei enfatizou que "as autoridades do país aceitam isso e eu sei que o presidente e outros altos funcionários estão tentando resolver esse problema". "É um problema, mas a mão do inimigo também está envolvida", advertiu ele do Centro Religioso Imam Khomeini, em Teerã.
O líder iraniano enfatizou que "o importante é não ficar indiferente à guerra branda do inimigo", "não ficar indiferente aos boatos do inimigo".
Khamenei acredita que "o protesto é justificado, mas protestar não é o mesmo que tumultuar". "Para os manifestantes, dizemos que eles devem levantar suas vozes. Para aqueles que criam tumultos, que isso é inútil", enfatizou.
Para Khamenei, "é absolutamente inaceitável que um grupo com o objetivo de destruir e desestabilizar o país esteja se posicionando atrás de verdadeiros e revolucionários empresários da fé para tirar proveito de seus protestos". Tudo isso faz parte de um "complô do inimigo". "O inimigo não descansa e se aproveita de todas as oportunidades", alertou.
O líder iraniano apontou o dedo para os Estados Unidos pelo aumento das taxas de câmbio. "Mercenários do inimigo estão atrás de homens de negócios e cantando slogans anti-islâmicos, anti-iranianos e anti-república islâmica", reprovou ele, enquanto assegurava que "se Alá quiser, colocaremos o inimigo de joelhos com sucesso divino".
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