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MADRID 18 fev. (EUROPA PRESS) - O diretor do Conselho Econômico Nacional dos EUA, Kevin Hassett, criticou nesta quarta-feira o estudo realizado pelo Federal Reserve (Fed) que revelou que a maior parte do custo das tarifas foi assumida pelas empresas e consumidores americanos.
“O que eles fizeram foi publicar conclusões que geraram muitas notícias tendenciosas com base em uma análise que não seria aceita em uma aula de economia do primeiro semestre”, afirmou em declarações à CNBC, reproduzidas pela Europa Press.
Hassett classificou como “vergonhoso” o relatório elaborado pelo Fed de Nova Iorque e afirmou que as pessoas envolvidas no mesmo deveriam ser “punidas”. Os seus autores lembraram que as conclusões apresentadas não têm necessariamente de coincidir com a linha oficial do banco central.
A investigação publicada na semana passada apontou que quase 90% da sobretaxa imposta pelo presidente Donald Trump recaiu sobre as empresas e os consumidores dos EUA. Nesse sentido, 94% dos gastos foram absorvidos internamente até agosto, embora esse montante tenha diminuído para 86% em novembro.
Hassett, um dos principais assessores econômicos de Trump, sustentou durante sua intervenção que o estudo do Fed se concentrou nos preços, mas não leva em conta as variações no volume das importações. “Se trouxermos a produção para casa e criarmos demanda interna, isso prejudicará a China e aumentará os salários nos Estados Unidos, e os consumidores americanos sairão ganhando”, explicou.
Por sua vez, o Escritório de Orçamento do Congresso (CBO) também publicou suas próprias estimativas sobre o impacto econômico das tarifas e previu que 5% delas seriam suportadas por exportadores estrangeiros, 30% por empresas americanas e outros 70% por famílias americanas.
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