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O novo presidente do Peru toma posse este terça-feira do seu gabinete MADRID 24 fev. (EUROPA PRESS) -
A candidata presidencial Keiko Fujimori reiterou suas advertências sobre os supostos riscos que o novo gabinete do presidente José Balcázar pode trazer, pouco antes de ele tomar posse nesta terça-feira e a menos de dois meses das eleições no país, acostumado à instabilidade nesta década.
O risco é a violação da autonomia do Banco Central de Reserva, a violação da Constituição ou do processo eleitoral", avaliou a líder da Fuerza Popular em declarações à mídia, segundo o Canal N.
Apesar de tudo, Fujimori teve que reconhecer que é cedo para fazer uma avaliação precisa sobre essas supostas ameaças à institucionalidade e se limitou a indicar que estarão vigilando “cada uma das decisões” que Balcázar tomar a partir desta terça-feira, quando seu novo gabinete assumir o cargo.
Por enquanto, já se sabe que será Hernando de Soto quem assumirá a liderança da nova equipe de governo. O novo primeiro-ministro “é um peruano que contribuiu muito para a economia” do país, admitiu Fujimori, que imediatamente questionou o fato de ele ter apoiado o ex-presidente Pedro Castillo em 2021. “Além do prestígio que ele possa ter, acho que o que temos que ver é qual será o seu discurso no momento em que se apresentar ao Congresso. O que nos cabe fazer é esperar por seus anúncios e suas decisões”, acrescentou. NOVO GABINETE O presidente Balcázar toma posse nesta terça-feira de seu novo gabinete, previsto para ser composto por 18 ministérios, nos quais poderá repetir alguns dos membros da equipe de seu antecessor, José Jerí. É o caso de Denisse Miralles, que poderá continuar à frente da pasta da Economia. Ao longo do fim de semana, Balcázar reuniu-se no Palácio do Governo com líderes partidários, representantes da sociedade civil, empresários e diplomatas estrangeiros.
Balcázar tornou-se esta semana o oitavo presidente do Peru em apenas uma década, depois que o Congresso destituiu, por meio de uma moção de censura, José Jerí, assediado por vários escândalos, em mais um episódio de instabilidade política e institucional sem precedentes na região.
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