SEVILLA 2 jun. (EUROPA PRESS) -
Keiko Fujimori, fundadora e líder do partido Fuerza Popular no Peru, esperou na segunda-feira que "o pêndulo da esquerda em direção ao centro e centro-direita continue no mesmo ritmo" após a vitória no Equador do presidente Daniel Noboa, e avaliou como "muito simbólico" o apoio da líder 'popular' da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, ao equatoriano na reta final da campanha.
Ela disse isso durante a apresentação do 8º Congresso do Conselho Empresarial Aliança para a Ibero-América (Ceapi) em Sevilha (Espanha), depois de ser questionada sobre sua visão atual da política na região, lembrando a proximidade de outras eleições em países como Bolívia, Chile, Colômbia e Peru. Nesse sentido, ela destacou as recentes vitórias de Javier Milei na Argentina e de Noboa como "encorajadoras".
Fujimori aproveitou a oportunidade para destacar, já que "estamos na Espanha", o apoio "fundamental" como o fornecido pelo líder madrilenho nas eleições equatorianas. A líder peruana, que já disputou três eleições, lamentou que no último segundo turno "eu tenha me sentido sozinha e disse isso na Europa", embora considere que "eles tomaram nota e me ouviram".
Também questionada sobre o funcionamento do sistema judicial em seu país e o fenômeno do lawfare, Fujimori comentou que "o uso da justiça para perseguir o inimigo político é algo lamentável que tem sido usado na América Latina" - um ponto em que ela descreveu como terrível "o que tentaram fazer com o presidente Trump" - e acrescentou que isso também afetou o Peru.
"Por uma questão de elegância, não vou falar sobre meu caso pessoal", acrescentou, enfatizando que o lawfare "enfraquece a democracia". No entanto, ele criticou o fato de que "quando a justiça é usada para perseguir alguém, no nosso caso, que nem sequer fomos governo, o que temos que fazer é sempre mostrar nossos rostos, explicar as coisas e enfrentar as coisas com serenidade, com coragem, porque acredito que a justiça leva tempo, mas ela vem".
A presidente da Fuerza Popular espera "que no continente os sistemas de administração da justiça melhorem, se tornem mais institucionais, mais garantidos", e também espera que "na disputa política prevaleçam apenas os argumentos, a troca de ideias e os debates, porque no final o cidadão saberá como tomar uma decisão melhor".
CONVIDA OS INVESTIDORES A "OLHAREM PARA O PERU".
Keiko Fujimori agradeceu à presidente da Ceapi, Núria Vilanova, pelo convite e desejou que a líder peruana seja candidata nas próximas eleições no Peru. Em uma nota mais institucional, Popular aproveitou a oportunidade para convidar os investidores "a olharem para o Peru, saberem que a Constituição peruana estabelece que os investidores estrangeiros recebem o mesmo tratamento que os peruanos", algo que "tem sido uma grande oportunidade de crescimento sustentado nas últimas décadas".
Da mesma forma, a presidente da Fuerza Popular disse que, "diante da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, e esperando que a serenidade triunfe", há "uma oportunidade para a América Latina e a Europa", e enfatizou que "devemos aproveitá-la".
O Conselho Empresarial Alianza por Iberoamérica está realizando a oitava edição do Congresso Ibero-Americano de Presidentes de Empresas e Famílias Empresárias Ceapi, em Sevilha, sob o título "Conectando continentes, construindo oportunidades". Este ano, o evento reúne presidentes e membros de famílias empresariais ibero-americanas com investimentos em ambos os lados do Atlântico, bem como líderes institucionais e famílias empresariais de toda a região.
O tema principal do evento é o compromisso com "Mais Ibero-América" e seu papel em um momento de aproximação entre a UE e a América Latina como um todo. No total, mais de 500 presidentes de empresas e líderes institucionais de vinte países estarão presentes: Andorra, Argentina, Bolívia, Chile, China, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, Espanha, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.
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