Publicado 06/05/2026 21:31

Keiko Fujimori afirma que, se for eleita presidente do Peru, "será apenas por cinco anos"

Archivo - Arquivo - 29 de novembro de 2023, LIMA, PERU: LIMA, 29 DE NOVEMBRO DE 2023... DECLARAÇÕES À IMPRENSA DE KEIKO FUJIMORI SOBRE A DECISÃO DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL RELATIVA AO SEU PAI, ALBERTO FUJIMORI. FOTOS: BRITANIE ARROYO DUEÑAZ
Europa Press/Contacto/El Comercio - Arquivo

MADRID 7 maio (EUROPA PRESS) -

A candidata do partido Fuerza Popular, Keiko Fujimori, garantiu que, caso seja eleita presidente do Peru, exercerá um mandato que se estenderá “apenas por cinco anos”, período que coincide com o prazo legalmente estipulado para cada legislatura neste país latino-americano, onde não existe a possibilidade de reeleição imediata.

“Ouvi nas redes sociais que há especulações de que Keiko quer ficar mais tempo. Quero ser bem clara: se eu me tornar presidente do Peru, será apenas por cinco anos”, destacou em declarações à imprensa a candidata à presidência do país, com o objetivo de dissipar dúvidas sobre possíveis receios da população após manifestar sua intenção de governar como fez seu pai, Alberto Fujimori, governante que perpetrou um 'autogolpe' de Estado em 1992, estabelecendo uma nova Constituição — a de 1993 — por meio da qual foi reeleito por duas vezes.

Em seguida, Keiko Fujimori advertiu, nessas mesmas declarações à imprensa, que “um dos candidatos que disputa o segundo lugar foi ouvido falando de um projeto político de 30 anos com Antauro Humala”.

Com essas palavras, a candidata da Fuerza Popular — que lidera com mais de 17% dos votos na apuração ainda incompleta (98,3%) do primeiro turno eleitoral — se referiu ao candidato da Juntos por el Perú, Roberto Sánchez, que ultrapassa ligeiramente os 12%. Sobre este último candidato, circulou nas redes sociais nos últimos dias um vídeo no qual ele alude a uma suposta necessidade de “um projeto político sólido para os próximos 30 anos”, referindo-se, por sua vez, ao ‘Andahuaylazo’ como um “ato político”.

O “Andahuaylazo” é o nome dado à ocupação, em 2005, da delegacia da cidade de Andahuaylas, no centro-sul do país, com o objetivo de derrubar o governo do então presidente Alejandro Toledo (2001-2006) e restaurar a Constituição de 1979. Devido a esses fatos, nos quais seis pessoas perderam a vida, Antauro Humala foi condenado em 2009 a 25 anos de prisão. No entanto, o Instituto Nacional Penitenciário concedeu-lhe a liberdade em 2022, após permanecer na prisão por mais de 17 anos, devido a uma redução da pena por trabalho e estudos.

Vale ressaltar, além disso, que em 2025 a Justiça do Peru ratificou a ilegalidade da Aliança Nacional de Trabalhadores, Agricultores, Universitários, Reservistas e Operários (A.N.T.A.U.R.O), o partido ligado a Antauro Humala, que é também irmão do ex-presidente Ollanta Humala, o que o impediu de se candidatar às eleições presidenciais de 2026.

Em relação a essas eleições presidenciais, fica claro que será a ultradireitista Keiko Fujimori quem enfrentará, no segundo turno previsto para o próximo dia 7 de junho, ou o próprio Sánchez ou o terceiro candidato que disputa o direito de ir às urnas: Rafael López Aliaga, candidato da Renovação Popular que obteve, até o momento, 11,8% dos votos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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