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MADRID 3 set. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quarta-feira que os planos para facilitar a emigração em massa de palestinos da Faixa de Gaza continuam em debate “constante” atualmente, após o que insistiu que o governo de seu país apoiará essa migração “por qualquer meio”.
“Não há uma solução real para Gaza sem essa migração”, defendeu o alto funcionário durante uma conferência organizada pelo jornal israelense ‘Yedioth Ahronoth’ e seu site, Ynet, na qual observou que o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) “não permite que eles partam” e que “não há nenhum país no mundo que os acolha”.
Salientando que o próprio presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “colocou o assunto na pauta” e identificando como “o grande problema” o fato de que “agora todos os países devem acolher essas pessoas”, Katz afirmou que, caso haja Estados que queiram recebê-las, o governo israelense “está organizado e preparado para retirá-las de lá por mar, por ar ou por qualquer meio possível”, segundo declarações coletadas pelo jornal ‘Times of Israel’.
Dessa forma, o ministro se referiu à ideia do presidente dos Estados Unidos apresentada em 2025, quando ele mencionou a possibilidade de transferir a população palestina da Faixa de Gaza para outros países, como o Egito ou a Jordânia. No entanto, o magnata republicano acabou abandonando a ideia pouco tempo depois, embora hoje Katz tenha afirmado que “o plano não foi cancelado”, mas que “está sendo debatido constantemente, inclusive agora” e que, simplesmente, Trump “o congelou” devido a pressões de países árabes.
Nesse sentido, o ministro das Relações Exteriores de Israel quis ir um passo além e estimou em cerca de “80%” a porcentagem de habitantes de Gaza que, segundo ele, “querem emigrar”, embora tenha se referido a supostas pesquisas que não chegou a especificar.
Essas declarações estão em consonância com anúncios anteriores sobre o “plano de emigração voluntária de Gaza” que ele vem defendendo, a ponto de, neste mesmo mês de maio, ter afirmado que o plano seria implementado “no momento e da maneira corretos”.
Por sua vez, nesta mesma quarta-feira, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que seu país não se retirará da Faixa de Gaza, onde, segundo ele, mantém o controle de 60% do enclave, ao mesmo tempo em que deixou claro que “ainda há trabalho a ser feito” lá e que esse trabalho será concluído.
“Não vamos nos retirar. Vamos permanecer nesta linha. Controlamos 60% da Faixa, e ainda há muito a ser feito, pois estamos eliminando os terroristas que nos ameaçam”, afirmou o líder em uma mensagem divulgada nas redes sociais durante uma visita que realizou ao enclave.
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