Publicado 07/03/2026 21:50

Kast elogia a política externa de Trump para a região latino-americana em uma breve conversa em Miami

Archivo - Arquivo - 5 de fevereiro de 2026, Roma, Itália: O presidente eleito da República do Chile, José Antonio Kast, fala em uma coletiva de imprensa após uma reunião com a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni (não visível) no Palazzo Chigi.
Europa Press/Contacto/Stefano Costantino - Arquivo

MADRID 8 mar. (EUROPA PRESS) -

O presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, revelou que, em uma breve conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a apresentação da coalizão militar Escudo das Américas em Miami (EUA), agradeceu ao inquilino da Casa Branca por sua intervenção na Venezuela e pediu que “fizesse o possível” em Cuba para que os cubanos “recuperassem sua liberdade”.

A poucos dias de assumir o lugar do atual presidente Gabriel Boric, Kast mostrou-se disposto a manter uma estreita colaboração com a administração Trump e apoiou a agressiva política externa dos Estados Unidos para a região latino-americana.

“Tive a oportunidade de trocar algumas palavras (com Trump). Eu lhe disse que, para nós, o que havia acontecido na Venezuela tinha sido algo muito bom (...). Aquilo tinha que acabar, não podia acabar pela cidadania, nós vimos isso. Tinha que haver algum tipo de intervenção”, defendeu o presidente eleito chileno em declarações publicadas pelo jornal El Mercurio.

Nesse sentido, ele garantiu que o Chile ofereceu ajuda ao governo da Venezuela — então liderado por Nicolás Maduro, que se encontra em uma prisão americana após ter sido capturado pelas forças dos Estados Unidos —, mas que foi rejeitada pelo “narcoditador” e, pelo contrário, Maduro abriu “as portas para grupos de pessoas do crime organizado que chegaram ao Chile”.

Sobre a situação de Cuba, Kast transmitiu ao presidente dos Estados Unidos “que era preciso fazer o possível para que os cubanos recuperassem a liberdade”, em meio às tensões na ilha caribenha pela falta de combustível e outros suprimentos decorrentes do fim da colaboração entre a Venezuela e Cuba.

“Ninguém pode dizer que existe um tipo diferente de democracia em Cuba e isso exige que as diferentes organizações internacionais, os diferentes países, reconheçam o que os cubanos estão sofrendo há mais de 60 anos”, afirmou.

Da mesma forma, o presidente eleito do Chile mostrou-se aberto a implementar uma cooperação internacional em matéria de segurança, em linha com a postura dos Estados Unidos, que já colaboraram com o Equador e o México em ações contra o narcotráfico.

A reunião de apresentação da coalizão militar Escudo de las Américas contou com a presença em Miami de doze líderes latino-americanos afins a Trump, como Javier Milei (Argentina), Nayib Bukele (El Salvador), Daniel Noboa (Equador) ou Rodrigo Paz (Bolívia).

José Antonio Kast assumirá a presidência do Chile nesta quarta-feira, 11 de março, e substituirá Boric após uma transferência de poder tumultuada, encenada há alguns dias em uma reunião tensa de apenas 22 minutos, na qual o governo cessante informou sobre o projeto do cabo submarino de fibra óptica da empresa China Mobile entre o Chile e Hong Kong.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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