Publicado 16/03/2026 22:05

Kast dá início à construção de uma vala na fronteira norte do Chile para conter a imigração ilegal

SANTIAGO, 11 de março de 2026 — O novo presidente do Chile, José Antonio Kast, acena após a cerimônia de posse em Valparaíso, Chile, em 11 de março de 2026. Kast assumiu o cargo na quarta-feira como novo presidente do Chile para o mandato de 2026 a 2030,
Europa Press/Contacto/Agencia UNO

MADRID 17 mar. (EUROPA PRESS) -

O novo presidente do Chile, o ultradireitista José Antonio Kast, apresentou nesta segunda-feira as primeiras medidas de seu plano “Escudo Fronteiriço” para combater o crime organizado e a migração irregular, que prevê a construção de uma vala de quilômetros na fronteira norte do país sul-americano, cuja obra já teve início com um amplo destacamento militar.

“Começamos a conter essa imigração irregular que, nos últimos anos, trouxe mais de 180 mil pessoas ao Chile”, afirmou Kast na região chilena de Arica e Panicota, na fronteira norte com o Peru e a Bolívia.

Em declarações compartilhadas pelo governo chileno nas redes sociais, o novo presidente explicou que solicitou ao Exército uma análise de sua capacidade de mobilizar recursos militares, da disponibilidade para reforçar os diversos setores e de como dotar o país de barreiras físicas logo após assumir o cargo na semana passada. “E eles cumpriram em quatro dias”, acrescentou.

Especificamente, o dispositivo militar já está mobilizado nas três regiões do norte do país: a já mencionada Arica e Panicota, Tarapacá e Antofagasta. Além disso, as Forças Armadas apresentaram ao Executivo de extrema direita um plano em etapas “para cumprir a meta de fechar as fronteiras à imigração, ao tráfico de drogas e ao crime organizado”, detalhou Kast.

Como parte do plano anti-imigração de Kast, o líder indicou que serão bloqueados “muitos quilômetros” de fronteira com a construção de uma grande vala, cuja escavação já teve início nesta segunda-feira, e que será acompanhada por postos de observação e pela presença permanente das forças de segurança.

Mesmo assim, o presidente chileno admitiu que se trata de “um sistema integral” que também requer a colaboração com outras nações. “Este é apenas o começo”, proclamou.

Nesse sentido, ele garantiu que muitos dos migrantes que chegaram nos últimos anos ao Chile vindos do exterior o fizeram “à força” porque em seus países “não há liberdade”, por isso apostou na abertura de possibilidades para que essas pessoas “permaneçam em sua pátria”.

MEDIDAS LEGISLATIVAS PARA ACOMPANHAR AS OBRAS FÍSICAS

Junto com Kast, também se deslocou à fronteira norte do Chile para supervisionar o início das obras físicas o ministro do Interior e da Segurança Pública, Claudio Alvarado, que afirmou que esses trabalhos serão acompanhados por medidas de caráter administrativo e legislativo “que serão complementadas ao longo dos próximos dias”.

“Serão apresentadas ao Parlamento iniciativas relacionadas a sanções contra quem transportar ou transferir migrantes irregulares, bem como normas de urgência para que a entrada irregular no país seja considerada crime”, garantiu o ministro.

Sobre as obras iniciadas nesta segunda-feira, ele informou que elas serão desenvolvidas “ao longo do tempo”, embora tenha expressado seu desejo de que, nos próximos 90 dias, os resultados desse trabalho de controle na fronteira norte possam ser visíveis. Segundo Alvarado, o novo Executivo planeja passar dos atuais três quilômetros de vala para mais de 30.000 “em uma primeira fase”.

Para isso, "praticamente" dobrou-se o número de funcionários dedicados a essas tarefas em duas semanas, já que se espera aumentar o controle migratório de 50 para 75 pontos de fronteira não habilitados, de um total de 90 pontos, conforme detalhado pelo responsável pelo Interior.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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