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MADRID 6 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Chile, José Antonio Kast, anunciou nesta quarta-feira sua intenção de promover uma reforma constitucional que permita abordar a questão da segurança no país a partir de um “quadro de ação muito mais amplo” e com recursos mais “eficazes” para combater o crime dentro de suas fronteiras.
“Vamos enviar ao Congresso Nacional uma reforma constitucional que consagre, sem ambiguidade, que proteger a segurança das pessoas é um dever do Estado e que nos permitirá ter um quadro de ação muito mais amplo e ferramentas mais eficazes para combater o crime”, destacou o presidente em um discurso à nação chilena.
Assegurando que, dessa forma, os chilenos “vão recuperar sua liberdade”, enquanto “os criminosos e narcotraficantes a perderão para sempre”, o presidente do Palácio de La Moneda destacou que “pela primeira vez, o Estado vai decidir em sua própria Constituição que proteger seu povo não é mais uma opção, mas uma obrigação”.
A esse respeito, o líder ultraconservador afirmou ter instruído o ministro da Segurança, Martín Arrau, para que, “em conjunto com o Congresso”, possam levar adiante, “no menor tempo possível”, uma série de medidas que ele batizou de Agenda contra o Crime Organizado e o Terrorismo (ACOT).
“Espero que, antes do Natal, aprovemos todas as ferramentas que nos permitam recuperar nossa liberdade das mãos dos criminosos”, afirmou o chefe do Executivo sul-americano, após esclarecer que a referida agenda será composta por mais de 30 projetos, alguns dos quais já foram apresentados ao Congresso.
Estimando em dez o número de organizações do crime organizado transnacional que operam no país, Kast indicou que, entre suas estratégias para combater o crime, está o destacamento policial “permanente” nos 50 bairros “mais críticos” do Chile, “com presença massiva, patrulhamento e tecnologia em cada um deles”.
Ele também anunciou que ampliará o prazo de flagrante de 12 para 24 horas, de modo que a Polícia “tenha o tempo necessário para deter os culpados” pelos atos criminosos, bem como “a retenção migratória de quem está em situação irregular e a capacidade de expulsão efetiva daqueles que não têm direito de permanecer no Chile”.
“Vamos identificar e perseguir os fugitivos da Justiça que há muito tempo vivem à margem da lei e continuaremos reforçando o controle de nossas fronteiras com valas, drones e monitoramento tecnológico permanente para que ninguém entre no Chile por vias não autorizadas”, destacou.
Por fim, o presidente chileno garantiu que nenhum carabinero, policial, gendarme ou membro de qualquer um dos ramos das Forças Armadas “que agir em legítima defesa, protegendo sua vida ou a de terceiros” será tratado pela lei “como se fosse um criminoso”.
“Uma barricada, um veículo atravessado na rua ou um obstáculo que tente bloquear a via de forma ilegal pode constituir um crime. E quem recrutar uma criança para atirar, para transportar drogas ou para vigiar em uma esquina enfrentará todo o peso da lei, com agravantes e sem atenuantes”, concluiu.
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