Publicado 16/04/2026 02:33

Kast anuncia para esta quinta-feira o primeiro voo “de muitos” para deportar migrantes em situação irregular no Chile

Archivo - Arquivo - SANTIAGO, 11 de março de 2026  -- O novo presidente do Chile, José Antonio Kast, acena após a cerimônia de posse em Valparaíso, Chile, em 11 de março de 2026. Kast assumiu o cargo na quarta-feira como novo presidente do Chile para o ma
Europa Press/Contacto/Agencia UNO - Arquivo

MADRID 16 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Chile, José Antonio Kast, confirmou que “logo pela manhã” desta quinta-feira decolará o primeiro voo “de muitos” para deportar os migrantes que se encontram dentro das fronteiras do país em situação irregular.

“Amanhã decolará o primeiro voo de muitos, além de ônibus, que irão retirando continuamente todos os imigrantes em situação irregular que não devem permanecer no país”, anunciou o presidente nesta quarta-feira durante sua primeira transmissão nacional a partir do Palácio de Cerro Castillo, onde também divulgou os detalhes de uma “megarreforma” com mais de quarenta medidas de caráter eminentemente tributário.

Embora não tenha detalhado o número de pessoas que serão expulsas do país nesse voo, fontes do governo citadas pelo jornal chileno “La Tercera” estimam que poderiam ser entre 35 e 40 migrantes os que partirão de Santiago do Chile com destino à Colômbia e ao Equador.

Nessa linha, o presidente chileno reivindicou como “conquista” deste primeiro mês no Palácio de La Moneda seu plano “escudo de fronteira”, após insistir que recebeu um país “com mais de 300.000 estrangeiros em situação irregular”, alguns dos quais, precisou, estavam “ligados a redes de crime organizado que introduziram no Chile níveis de violência” que a população nacional não havia “conhecido” antes.

Salientando que o objetivo desse decreto era “começar a fechar” as fronteiras do país “por meio da instalação de valas, muros, tecnologia de vigilância e um destacamento conjunto do Exército, dos Carabineros e da Polícia de Investigações do Chile (PDI) na macrozona norte”, o governante ultraconservador destacou que “no primeiro mês de governo” foram registrados “significativamente menos entradas irregulares do que nos últimos cinco anos”, bem como “um maior número de saídas voluntárias e de estrangeiros expulsos do território nacional”.

EXORTA O CONGRESSO A APROVAR SUA 'MEGARREFORMA'

Na mesma intervenção, o líder do Executivo sul-americano explicou os detalhes da 'Lei de reconstrução e desenvolvimento econômico e social', com a qual pretende fazer o país "crescer". A lei, precisou ele, consta de “mais de 40 medidas” organizadas em torno de cinco eixos: competitividade tributária, fortalecimento do emprego formal, flexibilização regulatória para que se volte a investir “com força” no país, segurança jurídica e contenção dos gastos públicos.

Segundo ele, esse projeto “não é uma agenda ideológica”, mas “uma oportunidade para que os chilenos, unidos”, mudem “o rumo pensando nas futuras gerações”. Por isso, ele instou o Congresso a tramitá-lo “com urgência e com visão de longo prazo”.

Entre os pilares em que se baseia essa macroreforma está a redução gradual do imposto de primeira categoria de 27% até chegar a 23%, ou seja, “o nível mais competitivo das últimas duas décadas”.

Por outro lado, o presidente mencionou uma “isenção transitória do IVA” para a venda de imóveis novos, bem como a reinstituição do estatuto de invariabilidade tributária para que os investimentos de longo prazo que desejem chegar ao país “saibam quanto pagarão de impostos nos próximos 25 anos”.

“Esta reforma beneficiará 150 mil empresas que empregam mais de 50% da força de trabalho formal e concentram quase 90% do investimento no Chile”, afirmou Kast após elogiar seu governo como “o governo de emergência” que prometeu e que “mudará a vida de milhões de chilenos”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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