FREDERIC SIERAKOWSKI // EUROPEAN COUNCIL
BRUXELAS/MADRID 9 jan. (EUROPA PRESS) -
A Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, alertou que o ataque perpetrado pela Rússia na madrugada desta sexta-feira contra a Ucrânia com um míssil hipersônico é “uma advertência” para a UE e para os Estados Unidos, e que são necessárias “sanções mais duras” contra o Kremlin. “Putin não quer a paz. A resposta da Rússia à diplomacia são mais mísseis e destruição. Este padrão letal de grandes ataques russos recorrentes irá repetir-se até ajudarmos a Ucrânia a quebrá-lo”, indicou a chefe da diplomacia europeia numa mensagem nas redes sociais.
Na opinião de Kallas, o uso pela Rússia de um míssil balístico hipersônico 'Oreshnik' contra a Ucrânia “representa uma clara escalada” contra Kiev e foi concebido “como um aviso à Europa e aos Estados Unidos”. “Os países da UE devem procurar mais profundamente em suas reservas de defesa aérea e entregá-las agora. Devemos também aumentar ainda mais o custo desta guerra para Moscou, entre outras medidas, através de sanções mais duras”, defendeu.
A mensagem de Kallas surge depois de a Rússia ter atacado a Ucrânia com um míssil hipersónico 'Oreshnik' — com capacidade para transportar ogivas nucleares —, «em resposta ao ataque terrorista contra a residência» do presidente russo, Vladimir Putin, que ocorreu a 29 de dezembro de 2025 e que Kiev negou.
REAÇÕES DOS MINISTROS EUROPEUS Por sua vez, vários Estados-Membros rejeitaram o último ataque russo com o míssil hipersônico, como foi o caso do ministro das Relações Exteriores da Estônia, Margus Tsahkna, que atribuiu a ofensiva aos “nervos” de Putin devido aos acordos de segurança entre europeus e norte-americanos sobre a Ucrânia.
“A Rússia voltou a usar um míssil de médio alcance, Oreshnik, em um ataque deliberadamente provocador perto das fronteiras da UE e da OTAN”, enfatizou em uma mensagem nas redes sociais. “Uma coisa é clara: a Rússia continua no seu velho caminho, não busca a paz e não abandonou seu objetivo de destruir a Ucrânia”, acrescentou.
Na mesma linha, seu colega da Romênia, Toiu Oana, condenou o ataque “covarde” contra a Ucrânia. “O uso denunciado de mísseis balísticos em flagrante desrespeito ao direito internacional e em estreita proximidade às fronteiras da União Europeia e da OTAN agrava ainda mais os riscos para a segurança de todo o continente europeu e representa uma grave ameaça à estabilidade regional e internacional”, denunciou.
O ataque com este poderoso armamento, que causou a morte de quatro pessoas e deixou cerca de vinte feridos, ocorre apenas alguns dias depois de os aliados da Ucrânia terem acordado garantias de segurança vinculativas para Kiev no cenário pós-guerra, incluindo o envio de tropas internacionais lideradas pela França e pelo Reino Unido.
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