Publicado 08/04/2026 04:47

Kallas vê o cessar-fogo no Irã como “um passo para trás à beira” do abismo e uma oportunidade para a diplomacia

Von der Leyen saúda a “tão esperada distensão” e agradece ao Paquistão por sua mediação entre Washington e Teerã

16 de março de 2026: Kaja Kallas, Alta Representante para os Assuntos Externos e a Política de Segurança e vice-presidente da Comissão Europeia, chega para uma reunião do Conselho de Relações Externas da União Europeia no edifício Europa, em Bruxelas, Bél
Wiktor Dabkowski / Zuma Press / ContactoPhoto

BRUXELAS, 8 abr. (EUROPA PRESS) -

A Alta Representante da UE para a Política Externa, Kaja Kallas, classificou o cessar-fogo de duas semanas acordado na madrugada desta quarta-feira entre os Estados Unidos e o Irã como “um passo para trás à beira do precipício” e como uma oportunidade “muito necessária” para a diplomacia, para “interromper os mísseis” e para retomar o transporte marítimo pelo estreito de Ormuz.

“O acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã representa um passo atrás à beira do precipício após semanas de escalada. Abre uma oportunidade muito necessária para diminuir as ameaças, deter os mísseis, retomar o transporte marítimo e criar espaço para a diplomacia com vistas a um acordo duradouro”, afirmou a política estoniana em uma mensagem nas redes sociais.

Após afirmar que o Estreito de Ormuz, a principal rota marítima para o transporte de petróleo e gás do mundo, “deve voltar a estar aberto ao tráfego”, a chefe da diplomacia europeia ofereceu o apoio da União Europeia aos esforços diplomáticos após o acordo inicial entre os Estados Unidos e o Irã.

Kallas explicou que está em contato com os parceiros da UE na região, mas também com o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, a quem agradeceu por ter facilitado o cessar-fogo. “A porta para a mediação deve permanecer aberta, uma vez que as causas profundas do conflito continuam sem solução”, concluiu.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também reagiu ao acordo entre os Estados Unidos e o Irã, saudando o cessar-fogo por trazer “uma tão esperada redução da tensão” na região e agradecendo ao Paquistão por sua mediação.

“Agora é crucial que as negociações para uma solução duradoura para este conflito continuem. Continuaremos a coordenar com nossos parceiros para esse fim”, indicou a conservadora alemã em outra mensagem nas redes sociais.

CESSAR-FOGO DE DUAS SEMANAS

As declarações de Kallas e Von der Leyen ocorreram horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado que havia aceitado “suspender os ataques” contra o Irã por um período de duas semanas, após o que Teerã ressaltou que, durante duas semanas, será possível a passagem “segura” pelo estratégico estreito de Ormuz, embora “mediante coordenação” com o Exército do país asiático.

Posteriormente, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que o acordo pelo qual Washington aceitou suspender seus ataques contra o Irã por duas semanas inclui “seus aliados” e é um “cessar-fogo imediato em todo o território, incluindo o Líbano e outros locais”, embora o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tenha descartado que o pacto inclua as operações israelenses em território libanês.

Já nesta terça-feira, a União apelou à diplomacia como única “solução” para acalmar a situação no Oriente Médio, ao mesmo tempo em que rejeitou “qualquer ameaça” de ataque contra infraestruturas civis, como a lançada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em seu ultimato ao Irã para que reabrisse a passagem no estreito de Ormuz.

“Sempre afirmamos que a diplomacia é a solução e rejeitamos categoricamente qualquer ameaça, inclusive as de ataques contra infraestruturas civis críticas”, declarou em uma coletiva de imprensa em Bruxelas a porta-voz do Serviço de Ação Externa da UE, Anitta Hipper, ao ser questionada se o bloco apoia a estratégia dos Estados Unidos na região.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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