BRUXELAS, 21 abr. (EUROPA PRESS) -
A Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, rejeitou as acusações de que Bruxelas aplica dois pesos e duas medidas por criticar as violações do Direito Internacional por parte de Israel, mas não adotar medidas como a suspensão do Acordo de Associação, alegando que o bloco comunitário é o ator internacional que mais está apoiando a Palestina.
“Sempre que alguém levanta essa questão do duplo padrão, pergunto o que eles estão fazendo por Gaza e pelos palestinos. E, geralmente, a ação da União Europeia supera a deles”, afirmou Kallas em coletiva de imprensa após o Conselho de Relações Externas (CAE) realizado nesta terça-feira em Luxemburgo.
A chefe da diplomacia europeia confirmou que, embora vários Estados-membros tenham proposto hoje a suspensão total ou parcial do Acordo de Associação com Israel, bem como restrições ao comércio proveniente dos assentamentos na Cisjordânia, nenhuma das duas iniciativas foi aprovada porque exigiam unanimidade ou maioria qualificada.
Mas, em sua opinião, isso não significa que a UE não tenha sido “o maior apoio ao povo palestino” e que não esteja “fazendo muito”. “Sim, não há acordo total em todas essas questões. Mas, por exemplo, a suspensão do Acordo de Associação irá deter a expansão na Cisjordânia? Provavelmente também não. Portanto, vamos nos concentrar nos temas em que sim temos acordo, que são muitos”, acrescentou.
Kallas rejeitou, além disso, que a imagem da UE esteja se deteriorando globalmente devido à sua gestão do conflito. “O que percebo ao viajar pelo mundo é o contrário: nossa credibilidade está crescendo”, afirmou.
Diante disso, ele reconheceu que a pressão sobre a Europa se multiplicou em um contexto em que os Estados Unidos estão retirando sua ajuda em várias frentes, mas alertou que a UE “não pode fazer tudo”. Lamentou que a UE também tenha suas “preocupações”, como a guerra na Ucrânia, para a qual solicita apoio aos seus parceiros
“Somos os maiores contribuintes no Sudão, os maiores na Somália, em termos de missões nesses países. Mas onde temos um problema, que é a Ucrânia, estamos (quase) sozinhos e somos o maior apoio lá”, concluiu.
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