SIERAKOWSKI FREDERIC // EUROPEAN COUNCIL - Arquivo
MADRID, 30 ago. (EUROPA PRESS) -
A Alta Representante da União Europeia para Assuntos Externos e Política de Segurança, Kaja Kallas, reconheceu no sábado que a divisão na UE sobre as sanções contra Israel por sua ofensiva em Gaza representa um problema muito sério para o bloco europeu como ator global.
Falando antes do início da reunião informal dos ministros das Relações Exteriores da UE em Copenhague (Dinamarca), Kallas lamentou o fracasso de iniciativas como a suspensão de Israel do fundo de pesquisa Horizon Europe.
"A opção que propusemos foi bastante branda e mesmo assim não obtivemos a maioria qualificada necessária. Vamos discutir as coisas e há muitas propostas para que esses países que não deram seu apoio possam participar, mas não estou muito otimista e não vamos tomar nenhuma decisão sobre isso hoje", admitiu.
Um desses países é a Alemanha, cujo ministro das Relações Exteriores, Johann Wadephul, insistiu no sábado em Copenhague que seu país não apoiará nenhuma sanção contra Israel por enquanto. Berlim suspendeu algumas de suas remessas de armas para Israel, mas até agora não apoiou em bloco as sanções propostas por Bruxelas.
Para Kallas, essa divisão representa "um grande problema" porque "quando estamos divididos, não falamos com uma voz unida e, sem uma voz unida, não há voz global", de acordo com o chefe diplomático da UE, que também confirmou que os ministros discutirão a última decisão adotada na sexta-feira pelos EUA de vetar a entrada do presidente palestino, Mahmoud Abbas, e de 80 outras autoridades palestinas na próxima Assembleia Geral da ONU, em setembro.
"Primeiro, precisamos esclarecer os fatos. Certamente discutiremos o assunto hoje e, é claro, apoiamos o princípio de que as Nações Unidas são um espaço para todas as nações com status. Certamente discutiremos o assunto, mas primeiro precisamos esclarecer os fatos", concluiu Kallas.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático