Publicado 16/03/2026 04:59

Kallas propõe uma missão da UE para manter aberto o Estreito de Ormuz

A Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, em declarações à imprensa antes do Conselho de Relações Externas (CRE), que reúne os ministros das Relações Exteriores dos 27 países-membros em Bruxelas.
FRANCOIS LENOIR

Discutiu com Guterres a criação de uma operação semelhante à que permitiu a exportação de cereais após a invasão russa da Ucrânia BRUXELAS 16 mar. (EUROPA PRESS) -

A Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, propôs nesta segunda-feira a criação de uma missão europeia ou mesmo uma organizada pelas Nações Unidas para manter aberto o estreito de Ormuz, bloqueado neste momento pelo Irã em resposta aos ataques dos Estados Unidos e de Israel.

Foi o que ela afirmou em declarações à imprensa antes do Conselho de Relações Externas (CAE), que reúne os ministros das Relações Exteriores dos 27 em Bruxelas, nas quais detalhou que discutirá com os chefes diplomáticos quais iniciativas podem ser implementadas para garantir o tráfego na principal rota de transporte de petróleo e gás do mundo.

“O fechamento do Estreito de Ormuz beneficia a Rússia para financiar esta guerra. Portanto, definitivamente temos que fazer mais a esse respeito. E aí o tema principal será como manter aberto o Estreito de Ormuz”, afirmou a Alta Representante.

Kallas explicou que, durante o fim de semana, conversou com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e discutiram como seria possível ter uma iniciativa semelhante à que estabeleceu com a Iniciativa dos Cereais do Mar Negro, um acordo entre a Ucrânia, a Rússia, a Turquia e as Nações Unidas após a invasão russa de Kiev para permitir a exportação de trigo e fertilizantes durante a guerra.

“O fechamento do Estreito de Ormuz é realmente perigoso para o abastecimento de petróleo e energia para a Ásia. 85% do petróleo e do gás que passam pelo Estreito de Ormuz são destinados a países asiáticos, mas isso também é problemático para os fertilizantes. Por isso, conversamos com António Guterres sobre como fazer com que isso aconteça”, explicou.

Além disso, ele lembrou que a UE tem outras missões em andamento na região, como a operação naval “Aspides”, uma intervenção militar da UE para impedir os ataques houthis contra o transporte marítimo no Mar Vermelho e que, conforme proposto por Kallas, poderia ser adaptada para permitir sua utilização no atual contexto bélico no Oriente Médio.

“Discutiremos com os Estados-Membros se é possível alterar o mandato desta missão e se estão dispostos a realmente utilizar essa missão. Se quisermos ter segurança nesta região, o mais fácil seria utilizar a operação que já temos na zona e talvez modificá-la um pouco”, acrescentou. No entanto, e após admitir que não será “fácil” conseguir isso, ele defendeu novamente que os ministros das Relações Exteriores dos Vinte e Sete encontrem “a forma mais rápida de garantir” a abertura do estreito de Ormuz.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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