Publicado 18/06/2025 05:01

Kallas pede unidade na OTAN para concordar em aumentar os gastos militares para 5%.

Alta Representante da UE, Kaja Kallas, durante um debate no Parlamento Europeu.
CHRISTIAN CREUTZ / EUROPEAN PARLIAMENT

BRUXELAS 18 jun. (EUROPA PRESS) -

A Alta Representante da União Europeia para Política Externa, Kaja Kallas, pediu nesta quarta-feira aos aliados da OTAN que se mantenham firmes contra a Rússia e concordem em aumentar os gastos militares para 5% do PIB quando se reunirem na cúpula da próxima semana em Haia.

Em um debate no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, sobre a iminente cúpula da OTAN, a chefe da diplomacia europeia pediu que a Europa e os Estados Unidos cerrassem fileiras diante de uma Rússia que ameaça o continente e que se tornou uma economia de guerra focada em sua agressão na Ucrânia.

"Vivemos em tempos muito perigosos e difíceis. A Rússia já é uma ameaça direta para a UE", alertou ele, observando que Moscou viola o espaço aéreo europeu, realiza manobras militares provocativas perto das fronteiras da UE, sequestra trens e aviões ou ataca infraestruturas como cabos submarinos de fibra óptica e redes elétricas.

Kallas enfatizou que a situação de segurança mudou drasticamente com a invasão militar russa em 2022, criando um cenário geopolítico mais crítico e colocando a OTAN no espelho para atingir a meta de 5%. "O poder econômico coletivo da Europa é incomparável. Não creio que haja qualquer ameaça que não possamos superar se agirmos juntos e com nossos aliados da OTAN", disse ele sobre a nova barra de gastos.

Ele ressaltou que a Rússia não tem chance contra uma OTAN e uma UE fortes. "Mas precisamos nos manter unidos. Quando os líderes da OTAN se reunirem na próxima semana, manter a unidade na aliança é uma prioridade tão grande quanto gastar mais em defesa", disse ele.

O Alto Representante enfatizou que a manutenção da segurança dos cidadãos europeus deve ser o objetivo comum compartilhado pelos aliados europeus da OTAN, dada a realidade de uma Europa "com diversas visões" e "27 democracias".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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