Publicado 07/09/2026 12:45

Kallas modera as expectativas de paz após os contatos dos EUA com Moscou: a Rússia não fez nenhuma concessão

Archivo - Arquivo - 18 de junho de 2026, Bruxelas, Bruxelas, Bélgica: A chegada de Kaja Kallas, Alta Representante da UE para Assuntos Externos, à cúpula europeia em 18 de junho de 2026.
Europa Press/Contacto/Nicolas Landemard - Arquivo

Pede que uma eventual negociação exija contrapartidas de Moscou e comemora a pausa de “três dias” nos ataques em Kiev

BRUXELAS, 7 set. (EUROPA PRESS) -

A Alta Representante da União Europeia para Assuntos Externos, Kaja Kallas, moderou nesta segunda-feira as expectativas de avanços rumo à paz na Ucrânia após os últimos contatos dos enviados especiais dos Estados Unidos em Kiev e Moscou, afirmando que, por enquanto, a Rússia continua sem dar sinais de estar realmente interessada em pôr fim à guerra, nem propôs “uma única concessão”.

“Neste momento, não vemos que a Rússia esteja realmente interessada na paz, porque não fez nem propôs uma única concessão que esteja disposta a fazer”, afirmou Kallas em uma coletiva de imprensa na Lituânia, após ser questionada sobre os contatos mantidos nos últimos dias pelos enviados dos Estados Unidos, Steve Witkoff e Jared Kushner, com as autoridades russas e ucranianas.

A chefe da diplomacia europeia comemorou, no entanto, que os enviados especiais dos Estados Unidos tenham visitado Kiev pela primeira vez após seus contatos sucessivos com Moscou, destacando que a presença deles na capital ucraniana resultou em “três dias sem bombardeios” contra a população civil e confiando que tenham podido conhecer em primeira mão “a situação no local”.

De qualquer forma, Kallas afirmou que a atitude de Moscou demonstra exatamente o contrário de uma vontade de negociar. “Os ucranianos também mostraram (aos enviados) que a Rússia não está realmente interessada na paz. Pelo contrário, quando estão perdendo a iniciativa no terreno, bombardeiam civis do céu”, afirmou.

Quanto a uma eventual negociação para pôr fim à guerra, a política estoniana voltou a reconhecer que a UE não pode atuar como mediadora neutra entre as partes porque “sempre esteve do lado da Ucrânia”, embora tenha reivindicado o papel que a Europa deverá desempenhar em qualquer futuro acordo de paz.

Nesse sentido, ela lembrou que os ministros das Relações Exteriores dos Vinte e Sete já discutiram quais condições a Rússia deveria cumprir para avançar rumo a um eventual acordo, defendendo que as exigências dirigidas à Europa não podem ser aceitas “sem receber nada em troca”.

A UE APOIA TODOS OS ESFORÇOS DIPLOMÁTICOS

Anteriormente, o porta-voz da UE para Assuntos Externos, Christian Wigand, avaliou positivamente o novo impulso diplomático e, em particular, a visita dos negociadores norte-americanos a Kiev, embora tenha alertado que as ações e declarações do presidente russo, Vladimir Putin, não apontam, por enquanto, para o fim da guerra.

“A UE continua apoiando todos os esforços diplomáticos que possam contribuir para alcançar uma paz justa e duradoura na Ucrânia”, afirmou o porta-voz da UE, que comemorou especialmente “o impulso para dar um novo dinamismo” às negociações por meio dos contatos diplomáticos e da visita de Witkoff e Kushner a Kiev.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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