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BRUXELAS 11 maio (EUROPA PRESS) -
A Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, indicou que espera que, nesta segunda-feira, os ministros das Relações Exteriores dos 27 países-membros cheguem a um acordo político para impor sanções contra colonos israelenses devido à violência praticada a partir de seus assentamentos na Cisjordânia.
Em declarações à imprensa antes de participar do Conselho de Relações Externas (CRE), que se realiza hoje em Bruxelas, Kallas expressou seu desejo de que haja unanimidade entre todos os Estados-membros para aprovar essas medidas restritivas, depois que, na última reunião de ministros, não se chegou a nenhum acordo para sancionar Israel por sua ofensiva contra a Palestina e o Líbano.
“Espero que cheguemos a um acordo político sobre as sanções aos colonos violentos. Espero que consigamos”, indicou a chefe da diplomacia europeia, lembrando que, embora haja “diferentes assuntos que estão há muito tempo em discussão” apresentados por alguns Estados-Membros, como a suspensão total ou parcial do Acordo de Associação UE-Israel, nesses casos não existe a unanimidade necessária.
Depois que os Vinte e Sete não conseguiram, na última reunião do Conselho de Assuntos Gerais, chegar a um acordo sobre sanções políticas ou comerciais contra Israel por seus repetidos ataques à Palestina e ao Líbano, os ministros vão abordar nesta segunda-feira a aprovação de medidas restritivas contra os colonos violentos na Cisjordânia, segundo indicaram fontes europeias.
De acordo com essas mesmas fontes, os ministros estão “cada vez mais próximos” de um acordo político para sancionar os colonos, já que existe a percepção de que se está alcançando a unanimidade, sobretudo após a derrota nas eleições na Hungria do ex-primeiro-ministro Viktor Orbán, que vinha bloqueando repetidamente qualquer tipo de sanção contra Israel.
As sanções contra colonos violentos devem fazer parte de um pacote mais amplo que inclua também medidas contra membros do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas). A lógica de Bruxelas é agrupar, sob uma mesma categoria, todos os atores que impedem ativamente qualquer avanço em direção a uma solução de dois Estados.
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