Publicado 29/01/2026 06:12

Kallas espera que os 27 declarem ainda esta quinta-feira a Guarda Revolucionária Islâmica como organização terrorista.

Kaja Kallas (Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança).
FRANCOIS LENOIR

BRUXELAS 29 jan. (EUROPA PRESS) - A Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, indicou que espera que nesta quinta-feira os ministros das Relações Exteriores dos 27 países, reunidos em Bruxelas, concordem em incluir a Guarda Revolucionária Islâmica na lista de organizações terroristas.

Em declarações à imprensa antes de participar na reunião com os chefes diplomáticos da UE, ela explicou que hoje haverá um acordo para adicionar novas pessoas à lista de sanções contra o Irão e que também gostaria que houvesse unanimidade para definir como terrorista este órgão do aparato repressivo iraniano. “Isso colocá-los-á em pé de igualdade com a Al Qaeda, o Hamas e o Estado Islâmico. Se você age como um terrorista, também deve ser tratado como tal. O que vemos é claro: o número de mortos nos protestos que ocorreram no Irã e os meios empregados pelo regime são realmente muito graves”, explicou a Alta Representante.

Kallas continuou defendendo que a inclusão da Guarda Revolucionária na lista de organizações terroristas enviaria “uma mensagem clara”, que é “se você reprime o povo, isso tem um preço e você será punido por isso”.

Questionada sobre se teme que a inclusão da Guarda Revolucionária possa afetar a capacidade das embaixadas europeias de funcionar no Irã, ela detalhou que “esses riscos foram calculados”, mas que, em todo caso, “a parte diplomática fica fora desse âmbito revolucionário”. “As interações com o ministro das Relações Exteriores não serão afetadas. Portanto, estima-se que os canais diplomáticos permanecerão abertos mesmo após a inclusão da Guarda Revolucionária na lista”, acrescentou a política estoniana.

Os ministros das Relações Exteriores dos 27 Estados-membros da União Europeia se reúnem nesta quinta-feira em Bruxelas para discutir, entre outros assuntos, a implementação de novas sanções contra o Irã, uma medida que vem ganhando consenso nos últimos dias e que, para ser aprovada, exigirá unanimidade.

Até esta quarta-feira, havia uma minoria de países que mostravam reticências, alegando que isso significaria a ruptura total das relações com Teerã e poderia colocar em uma situação complicada os cidadãos europeus deslocados para o país do Oriente Médio.

No entanto, após a mudança de opinião da França — um dos países mais céticos inicialmente — e da Espanha, que até esta quarta-feira não havia se pronunciado a favor da medida, está mais perto de se incluir a Guarda Revolucionária na lista de organizações terroristas, uma decisão que exigirá a unanimidade dos 27 países.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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