Publicado 13/07/2026 03:46

Kallas espera que os 27 decidam se desejam restringir o comércio com os assentamentos na Cisjordânia

Espera-se um acordo para incluir 250 pessoas nas sanções da UE, embora não se preveja um acordo para o 21º pacote de sanções

A Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, durante uma reunião do Conselho de Relações Externas (CAE) nesta segunda-feira, 13 de julho, em Bruxelas.
FRANCOIS LENOIR

BRUXELAS, 13 jul. (EUROPA PRESS) -

A alta representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, manifestou confiança nesta segunda-feira de que os 27 países-membros decidam se desejam avançar no sentido de restringir o comércio com os assentamentos ilegais israelenses na Cisjordânia, no âmbito do debate que os ministros das Relações Exteriores realizam nesta segunda-feira sobre o Oriente Médio, com base no documento de opções apresentado pela Comissão Europeia.

“Vamos ver como esse debate se desenrola e se os Estados-membros realmente têm interesse em que uma dessas medidas seja concretizada pela Comissão”, explicou Kallas em declarações à imprensa ao chegar à reunião do Conselho de Relações Exteriores (CAE), que ocorre nesta segunda-feira em Bruxelas.

A chefe da diplomacia europeia destacou que vários Estados-membros solicitaram avanços na proibição do comércio com os assentamentos ilegais e que agora cabe a eles avaliar “se essas opções” apresentadas pelo Executivo comunitário “receberão um impulso mais forte da parte deles”.

Kallas prosseguiu explicando que todos os parceiros europeus consideram “insustentável” a situação na Cisjordânia e apoiam a solução de dois Estados, embora tenha alertado que a situação no local “ameaça torná-la inviável”.

Entre as três opções apresentadas pela Comissão, destacam-se a criação de um sistema de licenças de exportação para esses bens, a imposição de tarifas punitivas ou proibitivas e, como opção mais drástica, uma proibição parcial ou total das importações de produtos provenientes dos assentamentos na Cisjordânia, conforme apurou a Europa Press.

Essa última medida conta com o apoio decidido de países como Espanha, Irlanda, França e Suécia, enquanto a Alemanha e a República Tcheca lideram o bloco de oposição, com outros países, como a Itália, mantendo-se em uma posição neutra, embora tenha se manifestado recentemente a favor de sancionar o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, pelo “sequestro” e pelas “humilhações” infligidas aos ativistas da última frota humanitária destinada a Gaza.

As sanções comerciais contra Israel são uma questão que vem se arrastando desde o ano passado, quando, em setembro, a Comissão propôs a suspensão parcial do Acordo de Associação, mas até o momento não obteve o apoio necessário — maioria qualificada — para que a medida fosse aprovada.

NOVAS SANÇÕES CONTRA A RÚSSIA

Por outro lado, a chefe da diplomacia europeia informou que a reunião também abordará a situação na Ucrânia, com a expectativa de incluir cerca de 250 novas pessoas nas sanções da União, embora o 21º pacote de medidas restritivas contra a Rússia ainda esteja em aberto.

A alta representante reconheceu que os Vinte e Sete ainda não chegaram a um acordo sobre esse último pacote, que definiu como “uma reação” aos ataques que a Rússia realizou recentemente contra civis.

Questionada sobre a substituição da primeira-ministra ucraniana, Yulia Sviridenko, Kallas evitou se pronunciar sobre a crise de governo em Kiev e remeteu essa decisão à política interna ucraniana, ressaltando que o importante para a UE é contar com interlocutores com os quais possa continuar trabalhando.

“Para nós, também é importante que o trabalho com as reformas continue, pois queremos impulsionar a agenda de ampliação e, portanto, precisamos ver que a Ucrânia está realizando as reformas por conta própria. Mas temos que trabalhar com quem quer que sejam as pessoas ou o governo que venha a ser formado”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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