Publicado 08/04/2025 06:47

Kallas diz que a adesão da Albânia em 2030 é "realista" se "todos fizerem a lição de casa

Archivo - HANDOUT - 18 de dezembro de 2024, Bélgica, Bruxelas: O chefe de política externa da União Europeia, Kaja Kallas (à direita), se reúne com o primeiro-ministro albanês Edi Rama à margem de uma cúpula UE-Balcãs Ocidentais na sede do Conselho Europe
Nicolas Landemard/European Counc / DPA - Arquivo

BRUXELAS 8 abr. (EUROPA PRESS) -

A Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, disse nesta terça-feira que a adesão da Albânia ao bloco europeu até 2030 é um cenário "realista" se "todos" os atores envolvidos na ampliação da UE "fizerem sua lição de casa", apoiando assim os planos de Tirana de concluir as negociações em 2027 e poder se juntar ao bloco antes do final da década.

"É realista se todos nós fizermos nossa lição de casa. Se todos nós dermos os passos no caminho que temos que seguir. A Albânia com as reformas, mas não apenas com as reformas que precisam ser adotadas, mas também com as reformas que precisam ser aplicadas, e aqui o estado de direito é extremamente importante", destacou o chefe da diplomacia europeia em uma coletiva de imprensa com o primeiro-ministro albanês, Edi Rama, como parte de sua visita a Tirana.

Kallas está em sua primeira viagem pelos Bálcãs, onde já esteve em Montenegro e sua próxima parada será na Bósnia e Herzegovina. No caso da Albânia, um país que deu passos importantes rumo à adesão à UE nos últimos anos e estabeleceu 2030 como a data-alvo para a conclusão do processo de adesão, o Alto Representante enfatizou a necessidade de enfrentar "reformas difíceis" que ainda estão pendentes e que exigem "amplo apoio" do espectro político e social, em um país caracterizado pela polarização política.

De qualquer forma, ela enfatizou que na Albânia há um "amplo apoio da população ao caminho da adesão à UE", razão pela qual reiterou a necessidade de continuar a tomar medidas e enfrentar as reformas que exigem o "amplo apoio dos partidos políticos".

Kallas apontou as reformas do estado de direito como "a base e o funcionamento" da UE, acrescentando que isso também está ligado à prosperidade econômica do país. "Se os investidores tiverem confiança em seu sistema jurídico, eles também terão confiança em investir na economia", disse ele.

Sobre as ações da Procuradoria Especial contra a Corrupção e o Crime Organizado (SPAK), um órgão que faz parte das reformas europeias e que investigou os principais políticos da Albânia, Kallas disse que os processos judiciais devem ser concluídos e que Tirana deve levar a sério a luta contra a corrupção.

"É importante que os cidadãos vejam que todos levam a sério a luta contra a corrupção, porque um dos fundamentos do Estado de Direito é que o dinheiro dos contribuintes vá para onde deve ir", disse ele.

"NÃO DESCANSAREMOS ATÉ ENTRARMOS PELA PORTA DA UE".

Por sua vez, o primeiro-ministro albanês reiterou que a adesão à Europa é o objetivo final de seu governo, dada a nova oportunidade geopolítica que se abre com uma UE mais aberta à incorporação de novos membros. "Não descansaremos até que entremos pela porta da UE e nos sentemos à mesma mesa", disse ele.

No contexto das eleições na Albânia, que serão realizadas em 11 de maio, Rama defendeu seu partido como a força mais bem posicionada para continuar com a missão de integrar a Albânia ao bloco, vinculando seu triunfo eleitoral à continuidade do progresso no caminho europeu.

"Vamos obter os resultados de que precisamos para levar o processo adiante sem desperdiçar um único minuto, porque cada momento desperdiçado até 2027 pode ter consequências que não estão ligadas a nós e levar ao fechamento da porta novamente", disse Rama, associando sua campanha eleitoral à adesão à Europa.

De qualquer forma, ele enfatizou que "não é a UE que decide quem ganha e quem perde as eleições na Albânia, nem vincula suas próprias políticas a quem é eleito na Albânia".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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