BRUXELAS 20 abr. (EUROPA PRESS) -
A Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, defendeu a solução de dois Estados, o de Israel e o da Palestina, como “a única maneira” de que tanto israelenses quanto palestinos “possam viver com segurança, dignidade e paz”, e instou o governo de Benjamin Netanyahu a reverter decisões como a construção de novos assentamentos na Cisjordânia.
Foi o que ela afirmou durante a apresentação, nesta segunda-feira em Bruxelas, da nona reunião da Aliança Global para a implementação da solução de dois Estados, na qual lembrou que a União Europeia é a “maior provedora” de ajuda externa à Autoridade Palestina e que continuará comprometida em “proteger o povo palestino” e em “reafirmar com firmeza” a solução de dois Estados.
Kallas defendeu a Declaração de Nova York, aprovada na Assembleia Geral da ONU em 2025, para a busca de um cessar-fogo em Gaza, garantindo que ela oferece “um importante marco político” para orientar esses esforços, embora tenha admitido que se pode e se deve “fazer mais” para garantir o respeito aos direitos humanos e a prestação de contas.
"(É preciso fazer mais) para proteger o povo palestino e para reafirmar com firmeza a solução de dois Estados sobre a mesa. E esta é a única maneira de que tanto palestinos quanto israelenses possam viver com segurança, dignidade e paz”, prosseguiu em sua explicação.
A chefe da diplomacia europeia condenou “as ações unilaterais” de Israel, como a expansão dos assentamentos, “que minam a solução de dois Estados”, e insistiu com o governo de Netanyahu “para reverter essas decisões”.
"Israel também deveria liberar urgentemente as receitas de compensação retidas para garantir o bom funcionamento da Autoridade Palestina", acrescentou a política estoniana, que copresidiu a reunião da Aliança Global com a ministra das Relações Exteriores da Bélgica, Maxima Prévot, na presença do primeiro-ministro palestino, Mohamed Mustafá.
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