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MADRID 2 abr. (EUROPA PRESS) -
A Alta Representante para a Política Externa da União Europeia, Kaja Kallas, defendeu nesta quinta-feira a ampliação da missão naval da UE no Mar Vermelho, “Aspides”, no âmbito dos esforços internacionais para reabrir o Estreito de Ormuz, bloqueado pelas autoridades do Irã em retaliação à ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra seu território.
“A missão naval ‘Aspides’ da UE já prestou assistência a 1.700 navios no Mar Vermelho e deve ser ampliada. Não podemos nos dar ao luxo de perder outra rota comercial fundamental”, afirmou nas redes sociais ao término de uma reunião por videoconferência com representantes de 40 países para discutir a reabertura do estreito.
Kallas, que agradeceu à ministra das Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper, pela convocação do encontro, defendeu que Ormuz “é um bem público mundial”. “Não se pode permitir que o Irã cobre uma taxa aos países para deixar os navios passarem. O Direito Internacional não reconhece os sistemas de pagamento por passagem”, afirmou.
A chefe da diplomacia europeia reiterou o apoio dos Vinte e Sete ao “trabalho da ONU em relação aos corredores humanitários no estreito para facilitar a saída de alimentos e fertilizantes” e destacou que a organização “dispõe de ferramentas para rastrear e facilitar o tráfego que poderiam contribuir” nesse sentido.
O governo britânico organizou esta cúpula com ministros das Relações Exteriores de 40 países com o objetivo de mobilizar “toda a gama de ferramentas diplomáticas, econômicas e de pressão” para que Teerã reabra o estreito de Ormuz, fundamental para o comércio mundial, em particular para o abastecimento de petróleo.
Entre essas medidas figuram, conforme indicado por Londres em um comunicado ao término da reunião online, “estudar medidas econômicas e políticas coordenadas, como sanções” caso o estreito permaneça fechado, bem como chegar a “acordos conjuntos para reforçar a confiança nos mercados e nas operações”, o que inclui colaborar “com os operadores marítimos e os órgãos do setor para garantir um intercâmbio de informações coerente e oportuno”.
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