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BRUXELAS 15 jul. (EUROPA PRESS) -
A Alta Representante da União Europeia, Kaja Kallas, criticou nesta terça-feira o plano dos Estados Unidos de enviar armas para a Ucrânia por meio de vendas a aliados europeus da OTAN, questionando se a ajuda é paga pelos europeus como assistência dos Estados Unidos.
"Se pagarmos por essas armas, é nosso apoio, portanto, é apoio europeu. Estamos fazendo tudo o que podemos para ajudar a Ucrânia", disse o chefe da diplomacia europeia sobre a proposta do presidente dos EUA, Donald Trump, de que a ajuda militar à Ucrânia deve ser comprada por países europeus e distribuída pela OTAN.
Nesse sentido, Kallas afirmou que se outros pagarem por equipamentos militares, "na realidade vocês não os deram a eles". Ainda nesta terça-feira, a OTAN confirmou que a organização desempenhará um papel no fornecimento de armas à Ucrânia, que os países europeus comprarão dos Estados Unidos, por meio da NSATU, a missão de assistência e treinamento da Aliança Atlântica com a Ucrânia.
Seguindo os planos de Trump, confirmados pelo secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, durante sua visita à Casa Branca, um grupo de aliados da OTAN financiará a compra de sistemas de defesa aérea, munição e outros equipamentos, enquanto a OTAN coordenará sua entrega a Kiev.
Dessa forma, os Estados Unidos garantiram que manterão seu apoio à Ucrânia, uma fórmula que países como Holanda, Alemanha, Noruega e Dinamarca já estão considerando e que o Alto Representante questionou. De qualquer forma, fontes europeias consultadas pela Europa Press valorizaram o fato de que Washington está disponibilizando uma série de equipamentos militares aos países europeus para serem enviados à Ucrânia, aumentando assim o apoio geral à Ucrânia e ajudando a fortalecer seu exército, o objetivo final da Europa.
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