Europa Press/Contacto/Wiktor Dabkowski
MADRID 13 fev. (EUROPA PRESS) - A Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, criticou nesta sexta-feira que a Junta de Paz criada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “não reflete” a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que aprovou em novembro a criação dessa entidade encarregada de controlar o cessar-fogo na Faixa.
“É verdade que a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas previa um Conselho de Paz, mas também previa que fosse limitado no tempo até 2027, previa que os palestinos tivessem voz e também se referia a Gaza, enquanto que a Junta de Paz, tal como definida pela Carta, não se refere a nenhuma", indicou a chefe da diplomacia europeia num debate na Conferência de Segurança de Munique.
Estas declarações surgiram em resposta ao embaixador dos Estados Unidos junto do organismo, Mike Waltz, que na mesma conversa recordou que a Junta de Paz foi criada numa votação do Conselho de Segurança da ONU com votos tanto do Paquistão como do Reino Unido ou da França.
“Existe uma resolução no Conselho de Segurança, mas esta Junta de Paz não a reflete”, argumentou a ex-primeira-ministra da Estônia e responsável pelas Relações Exteriores europeias. Nesta mesma sexta-feira, a Comissão Europeia expressou que tem “uma série de dúvidas sobre diferentes elementos da carta da Junta de Paz”, concretamente sobre o seu alcance, a sua governança e a sua compatibilidade com a Carta das Nações Unidas.
No debate, Waltz insistiu que é necessário um “multilateralismo focado”, pelo que defendeu reformas após 80 anos. “Isso deveria ser bem recebido pelo mundo”, sublinhou, insistindo que “todos concordam que eram necessárias reformas” e é nisso que Washington se concentra.
“Estamos trabalhando arduamente para que a ONU volte ao essencial, àquela função de mediação e manutenção da paz que foi fundamental na sua criação”, afirmou.
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