Publicado 09/04/2026 06:27

Kallas critica a "destruição em massa" causada por Israel e pede que o cessar-fogo seja estendido ao Líbano

A Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, em Riade (Arábia Saudita)
YAZEED AL-DHUWAIHI

BRUXELAS 9 abr. (EUROPA PRESS) -

A Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, criticou nesta quinta-feira a “destruição tão massiva” causada por Israel no Líbano e pediu a extensão do cessar-fogo de duas semanas acordado entre os Estados Unidos e o Irã, ao considerar que os ataques israelenses contra aquele país estão “exercendo forte pressão” sobre a trégua recém-acordada.

Após a onda de bombardeios realizados por Israel nesta quarta-feira no Líbano, que deixou mais de 250 mortos e mil feridos, Kallas afirmou que, embora o partido-milícia xiita libanês Hezbollah tenha arrastado seu país para a guerra no Oriente Médio ao atacar território israelense, isso não dá ao país liderado por Benjamin Netanyahu o direito de “infligir uma destruição tão massiva”.

“Os ataques israelenses mataram centenas de pessoas ontem à noite, o que torna difícil sustentar que ações tão contundentes se enquadrem na legítima defesa. As ações de Israel estão exercendo forte pressão sobre o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã. A trégua com o Irã deveria se estender ao Líbano”, indicou ele em uma mensagem nas redes sociais.

Kallas, que está em visita aos países do Golfo Pérsico, com parada nesta quinta-feira nos Emirados Árabes Unidos e ontem, quarta-feira, na Arábia Saudita, acrescentou que “o Hezbollah deve se desarmar, conforme acordado”, e que a União Europeia apoiará “os esforços do Líbano para desarmar” o partido-milícia xiita.

Nesta quarta-feira, Israel lançou uma onda de ataques contra o Líbano, onde o balanço de vítimas ultrapassa 250 mortos e 1.100 feridos, no âmbito da decisão de Netanyahu de invadir o sul do Líbano em sua campanha militar oficialmente dirigida contra o partido-milícia xiita libanês Hezbollah.

Poucas horas após fechar um acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos, o Irã advertiu o governo Trump de que ele precisa “escolher” entre respeitar o cessar-fogo ou continuar a guerra “por meio de Israel”, no calor dessa onda de ataques. Uma advertência que o vice-presidente americano, JD Vance, classificou como “uma bobagem”, lembrando que a Casa Branca “nunca prometeu” que aquele país estivesse incluído no cessar-fogo anunciado por Washington e Teerã.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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