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MADRID 24 ago. (EUROPA PRESS) -
A Alta Representante da União Europeia (UE) para a Política Externa, Kaja Kallas, instou neste domingo Israel a desistir de seus planos de expansão dos assentamentos na Cisjordânia, em particular na zona E1, localizada a leste de Jerusalém, após ressaltar que tais planos “são ilegais” de acordo com o Direito Internacional.
“A posição da UE é clara: os assentamentos israelenses na Cisjordânia, incluindo a zona E1, são ilegais nos termos do Direito Internacional”, destacou Kallas em um comunicado no qual exortou o governo israelense a “retirar a licitação” e “suspenda seus planos para a zona E1, bem como todos os demais projetos de expansão dos assentamentos”.
Segundo a alta funcionária, “a publicação, por parte do governo israelense, de um edital para a construção de mais de 1.200 moradias” no âmbito do projeto de assentamentos E1 “prejudica gravemente as perspectivas de uma solução de dois Estados”, na medida em que, segundo ela, isso “dividiria a Cisjordânia em duas, isolando Jerusalém Oriental”.
Além disso, a autoridade europeia quis enfatizar o momento de “instabilidade e níveis recordes de violência por parte dos colonos” que abalam o território neste momento, ao mesmo tempo em que afirmou “tomar nota” das “recentes acusações apresentadas pelo Ministério Público israelense contra alguns autores dessa violência”.
Nessa linha, Kallas instou as autoridades israelenses a garantirem que “se exija responsabilização pela violência dos colonos”, e, em seguida, reafirmou o “compromisso inabalável” da UE com uma “paz abrangente, justa e duradoura, baseada na solução de dois Estados”, na qual “Israel e a Palestina coexistam em paz e segurança dentro de fronteiras seguras e reconhecidas”.
Neste sábado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou como “inaceitáveis” os referidos planos israelenses de expandir os assentamentos na Cisjordânia, somando-se à denúncia feita nos últimos dias por vários países, entre os quais Espanha, Canadá e Reino Unido.
O projeto E1 tem gerado críticas e protestos a cada avanço realizado nesse sentido, a ponto de, em maio passado, cerca de dez países — entre eles Espanha, Reino Unido, França e Alemanha — terem instado suas empresas a não participarem do referido processo de licitação para os assentamentos E1 na Cisjordânia.
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