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BRUXELAS 24 abr. (EUROPA PRESS) -
A Alta Representante da União Europeia para Política Externa, Kaja Kallas, anunciou um pacote de ajuda militar de 60 milhões de euros para fortalecer o exército da Moldávia e aumentar sua capacidade antiaérea diante dos mísseis e drones russos durante sua visita à Moldávia.
"Tenho o prazer de anunciar que chegamos a um acordo sobre um pacote adicional de 60 milhões de euros para a Moldávia como parte de um esforço mais amplo para aumentar a resistência da Moldávia a ameaças externas", disse ele, falando de Chisinau com o presidente da Moldávia, Maia Sandu.
De acordo com Kallas, os fundos também serão usados para aumentar a capacidade de defesa aérea "para ajudar a evitar que mísseis e drones russos caiam no território da Moldávia, como na Ucrânia".
Dessa forma, a UE destinará um total de 200 milhões em apoio militar a Chisinau no âmbito do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz, o instrumento por meio do qual o bloco financia sua política externa e de segurança.
A UE também enviará uma equipe de resposta rápida para lidar com ataques híbridos no contexto das eleições parlamentares de 28 de setembro na Moldávia.
Kallas ressaltou a importância de garantir o funcionamento adequado das instituições eleitorais e evitar a disseminação de desinformação on-line. "A desinformação vem de todos os tipos de fontes e nós realmente precisamos apoiar a luta contra esse tipo de desinformação", disse ele.
Além de apoiar Chisinau, o funcionário de relações exteriores da UE destacou que a cooperação com grandes plataformas de mídia social é importante para combater e remover conteúdo nocivo das redes. "A Moldávia é um país pequeno e as grandes plataformas muitas vezes não querem lidar com isso", disse ela.
Com relação às eleições de setembro e à continuação da Moldávia no caminho europeu, Sandu destacou que os cidadãos têm a responsabilidade de apoiar as forças políticas que estão comprometidas com a adesão à UE e apoiam os valores da UE.
"O caminho está livre, as portas estão abertas para a República da Moldávia. Na verdade, nossa tarefa agora é manter o ritmo exatamente como o mantivemos nos últimos meses e cumprir as reformas e os compromissos que temos", argumentou o presidente da Moldávia.
MOLDÁVIA E UCRÂNIA QUEREM PAZ, MAS PUTIN AUMENTA A GUERRA
A visita de Kallas à Moldávia coincide com a onda de ataques russos contra a Ucrânia, um contexto no qual ela reiterou que a UE é um "projeto de paz" e que "ucranianos, moldavos e europeus querem paz". "A realidade é que Putin está intensificando os ataques e está deixando claro que não quer a paz. São necessários dois para querer a paz, é necessário apenas um para querer a paz", reprovou.
O ex-primeiro-ministro da Estônia reiterou que a guerra na Ucrânia tem enormes implicações para a vizinha Moldávia, "desde a chantagem energética até as campanhas de desinformação e as repetidas violações do espaço aéreo moldavo".
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