BRUXELAS 15 set. (EUROPA PRESS) -
A Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, alertou nesta terça-feira que o presidente russo, Vladimir Putin, “não vai parar a menos que seja detido”, em referência ao aumento dos “ataques híbridos” da Rússia contra os 27 países da União nas últimas semanas e meses.
Foi o que afirmou a chefe da diplomacia espanhola durante sua intervenção em um debate no Parlamento Europeu, no qual citou como exemplos dessa escalada o recente lançamento de sinalizadores por um navio de guerra russo contra um helicóptero dinamarquês, o abate, por caças da OTAN, de um drone sobre a Lituânia ou o ataque contra um trem na Ucrânia, próximo à fronteira com a Polônia, entre outros.
“Não são acidentes. São tentativas calculadas da Rússia para enfraquecer nossa determinação, testar nossa unidade e explorar os temores de uma escalada”, afirmou perante o plenário do Parlamento Europeu reunido em Estrasburgo (França), insistindo que a União Europeia “não vai reduzir” seu apoio a Kiev, apesar da pressão russa.
A política estoniana explicou que a Rússia “adapta” seus ataques de acordo com o país ao qual dirige suas ações. Em alguns, detalhou ela, “interfere no espaço informativo, explora divisões sociais e interfere nas eleições”, enquanto em outros “os ataques são físicos, direcionados contra infraestrutura militar, transporte público e infraestrutura crítica”.
Diante disso, ela alertou que “apesar dos esforços internacionais para pôr fim à guerra”, o ocupante do Kremlin está optando por intensificar “suas hostilidades contra a Europa”. “E uma coisa está muito clara: Putin não vai parar a menos que seja detido. Portanto, como a Rússia está disposta a assumir riscos maiores, a Europa deve impor um custo maior”, afirmou.
CINCO LINHAS DE AÇÃO CONTRA MOSCOU
Para isso, Kallas propôs cinco linhas de ação para elevar o “custo” que Moscou deve arcar, como a atribuição pública e sistemática da responsabilidade pelos ataques, novas sanções contra os responsáveis ou o reforço das medidas restritivas econômicas, como o desmantelamento da frota fantasma russa.
Ele também destacou a necessidade de restringir a concessão de vistos e a circulação de diplomatas e ex-combatentes russos, bem como de proteger o espaço informativo europeu contra a desinformação.
A Alta Representante destacou que as sanções da UE já privaram a economia russa de um trilhão de euros e lembrou a recente expulsão de dez diplomatas russos pela Hungria como exemplo das medidas que os Estados-Membros podem adotar.
No entanto, ela afirmou que “a Europa está muito mais forte do que antes” e que as sociedades da UE “estão mais bem preparadas, mais conscientes, mais vigilantes e mais resilientes” do que no passado.
No entanto, ele destacou que “a ameaça dos ataques híbridos russos em toda a Europa não para de crescer” e que, como “Putin é um valentão de manual”, ele tenta paralisar os europeus com seus “ataques híbridos”. “Não devemos deixar que o medo dite nossas decisões. Devemos responder à gravidade desses ataques com ações concretas e uma resposta firme. A segurança da Europa exige isso, e os cidadãos esperam isso”, concluiu.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático