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BRUXELAS 13 jan. (EUROPA PRESS) - A Alta Representante da Política Externa da UE, Kaja Kallas, reiterou nesta terça-feira, em Berlim, o apoio do bloco europeu à sociedade iraniana que protesta nas ruas apesar da repressão, embora tenha deixado claro que, se o “regime” cair, deve haver “alternativas internas” para que haja sucesso e se promova uma transição.
“A história está repleta de exemplos de derrubadas de regimes, mas a questão é o que vem depois. Neste momento, não está claro se o regime vai cair ou não (...), mas na história há exemplos de que são necessárias alternativas internas para que isso funcione”, afirmou em uma coletiva de imprensa na Alemanha, ao ser questionada até onde a União Europeia está disposta a ir nesta crise.
A chefe da diplomacia europeia também quis sublinhar que é “evidente” que os protestos são “massivos” e que as autoridades estão respondendo com “repressão e assassinatos brutais de pessoas para incitar o medo na sociedade”.
A União Europeia, lembrou a ex-primeira-ministra da Estônia, já impôs sanções a Teerã — também incluiu a Guarda Revolucionária Islâmica na lista negra por violações dos direitos humanos — e confirmou que há “discussões” em andamento a nível dos 27 para explorar novas medidas.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, informou, de fato, em um comunicado nesta terça-feira que está trabalhando junto com Kallas para apresentar “rapidamente” aos Estados-membros uma proposta de novas sanções que, segundo fontes comunitárias indicaram à Europa Press, já poderiam estar sobre a mesa dos ministros das Relações Exteriores em sua reunião do próximo dia 29 em Bruxelas.
O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, expressou-se de forma semelhante, alertando na mesma coletiva de imprensa com Kallas que, de acordo com as informações que os europeus têm, a sociedade iraniana “não quer uma mudança de regime forçada por potências estrangeiras”. “Todos sabemos bem que (uma mudança forçada pelo exterior) poderia ser a causa de problemas futuros mais adiante”, concluiu o ministro alemão.
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