Publicado 04/05/2026 03:47

Kallas admite estar "surpreso" com a retirada das tropas americanas da Alemanha e insta ao reforço do pilar europeu da OTAN

Archivo - Arquivo - A Alta Representante da UE para a Política Externa, Kaja Kallas, em coletiva de imprensa em Bruxelas.
FRANCOIS LENOIR - Arquivo

BRUXELAS 4 maio (EUROPA PRESS) -

A Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, demonstrou “surpresa” com a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar 5.000 soldados americanos destacados em solo alemão, e instou os países da União Europeia a “fazerem mais” e a reforçarem “o pilar europeu na OTAN”.

“O momento deste anúncio é uma surpresa. Acredito que isso demonstra que não estamos sozinhos. Temos que fortalecer de fato o pilar europeu na OTAN e temos que realmente fazer mais”, afirmou a chefe da diplomacia europeia em declarações à imprensa em Yerevan (Armênia), ao chegar a uma cúpula de líderes da Comunidade Política Europeia (CPE).

Depois de lembrar que as “conversas” sobre a retirada das tropas americanas da Europa vêm ocorrendo há “muito tempo”, ela ressaltou que as tropas de Washington não estão na Europa “apenas para proteger os interesses europeus”, mas também para zelar pelos “interesses dos Estados Unidos”.

As declarações de Kallas ocorrem depois que, neste fim de semana, o Pentágono confirmou uma “retirada progressiva em um prazo de seis a doze meses” de parte de suas forças em um de seus grandes bastiões europeus, no que se trata do último episódio de atritos entre Trump e seus aliados na Aliança Atlântica.

O anúncio veio depois que declarações do chanceler alemão, Friedrich Merz, nas quais ele apontou que o Irã havia “humilhado” os Estados Unidos nas negociações, despertaram a indignação do inquilino da Casa Branca, que ameaçou retirar as tropas americanas do território alemão.

Além disso, Trump vem denunciando há anos que seu país está sendo vítima de uma fraude por parte de seus parceiros europeus, que fazem todo o possível para manter no mínimo suas contribuições para a defesa europeia enquanto seu país assume todo o fardo; uma opinião que tem sido constantemente contestada por diferentes governos europeus.

A EUROPA NÃO É UMA QUESTÃO DE GEOGRAFIA

No entanto, a política estoniana também se referiu ao contexto em que se realiza a oitava cúpula do CPE, para a qual, pela primeira vez, foi convidado um líder de um país que não faz parte da Europa, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney.

“A Europa não é uma questão de geografia, mas de valores e princípios. E é por isso que estamos extremamente felizes em dar as boas-vindas hoje aqui ao Canadá para debater as questões”, indicou, acrescentando que a cúpula é também um sinal da importância do Cáucaso.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado