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MADRID 17 fev. (EUROPA PRESS) -
A Justiça ucraniana decretou nesta terça-feira prisão sob fiança de 200 milhões de grivnas (3,9 milhões de euros) para o ex-ministro da Energia Herman Galushchenko por suspeita de lavagem de dinheiro e pertencimento a uma rede criminosa, no âmbito do caso “Midas”, o maior escândalo de corrupção desde a invasão russa.
Galushchenko, detido no fim de semana passado quando tentava sair do país, é um dos altos funcionários do governo do presidente Volodimir Zelenski envolvidos neste novo escândalo de corrupção, que desta vez teve como epicentro a empresa estatal de energia nuclear Energoatom.
Caso pague a fiança, o tribunal ordenou que Galushchenko — que ocupava a pasta da Justiça quando renunciou após o escândalo vir à tona — compareça periodicamente às autoridades, não saia de Kiev sem autorização, entregue seu passaporte, se abstenha de se comunicar com outros suspeitos e use uma tornozeleira eletrônica.
Galushchenko, que afirma que sua prisão no fim de semana foi ilegal, pode pegar uma pena de prisão de sete a doze anos. Ele é acusado de participar de um esquema de corrupção em grande escala no setor energético da Ucrânia durante a invasão russa, em plena onda de ataques contra sua infraestrutura.
O escândalo surge em um momento em que as autoridades ucranianas tentam realizar as reformas necessárias para atingir os padrões que a União Europeia estabelece para seus candidatos e tem como líder Timur Mindich, coproprietário da produtora Kvartal 95, que tornou Zelenski famoso.
Mindich, de acordo com a investigação, era o principal responsável pela trama e recebia subornos dos contratantes da Energoatom, a principal operadora estatal das usinas nucleares do país.
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