Publicado 07/03/2025 21:53

A justiça ratifica a suspensão dos direitos políticos por dois anos para a vice-presidente Verónica Abad

Archivo - Arquivo - Verônica Abad, vice-presidente do Equador
VICEPRESIDENCIA DE ECUADOR - Arquivo

MADRID 8 mar. (EUROPA PRESS) -

O Tribunal de Disputas Eleitorais (TCE) do Equador ratificou nesta sexta-feira a suspensão de dois anos dos direitos políticos da vice-presidente, Verónica Abad, depois que ela foi acusada de suposta violência política de gênero contra a ministra das Relações Exteriores, Gabriela Sommerfeld.

"Não há ambiguidade alguma na sentença com relação à adequação da suspensão dos direitos políticos da autoridade sancionada", explicou o juiz Guillermo Ortega, que ordenou a suspensão em primeira instância e que foi solicitado a esclarecer "supostas obscuridades ou deficiências na motivação da sentença", segundo o jornal 'El Universo'.

Ortega enfatizou "enfaticamente" que essa sanção, à qual se soma uma multa equivalente a 30 salários-base unificados, segundo o mesmo jornal, "é totalmente respaldada pelo sistema jurídico atual e pelas competências constitucionais do judiciário eleitoral".

A defesa de Abad ainda pode recorrer da decisão por meio de um recurso vertical, que será decidido pelo plenário do próprio TCE no prazo de três dias.

Essa decisão ocorre depois que a justiça eleitoral do país admitiu, em 27 de fevereiro, uma denúncia apresentada por Sommerfeld, que acusou a vice-presidente de violência política baseada em gênero, alegando que, "com base em estereótipos de gênero e relações de dominação, ela prejudicou sua imagem pública por meio de declarações injuriosas e discriminatórias, com a intenção de limitar seus direitos inerentes à função pública que desempenha, impedindo-a de exercer seu cargo em condições de igualdade".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado