Europa Press/Contacto/Camilo Moreno
MADRID 4 jun. (EUROPA PRESS) -
Um tribunal de Bogotá proibiu nesta quinta-feira o candidato de extrema direita Abelardo de la Espriella de fazer campanha neste segundo turno das eleições presidenciais vestindo a camisa da seleção colombiana de futebol.
A ação de tutela foi apresentada por um cidadão que considera que o uso político desse símbolo nacional pode violar direitos fundamentais, como a igualdade, a não discriminação e a liberdade de escolha.
O juiz instou a equipe de campanha de De la Espriella a “cessar imediata e definitivamente a utilização da camisa, das cores ou dos emblemas da Seleção Colombiana como símbolo identificador de seu partido político, de sua campanha ou de sua imagem pessoal em locais públicos ou em qualquer meio de comunicação”.
Além disso, proíbe “vincular a pertença nacional ou esportiva à adesão à sua candidatura, ou utilizá-la para estigmatizar, qualificar de forma depreciativa ou atacar aqueles que se identificam com ideias de esquerda ou pensam de forma diferente”.
A proibição se estende a toda a sua equipe de campanha e deve ser cumprida imediatamente, aponta a decisão do tribunal, que adverte com as sanções correspondentes em caso de desacato, conforme informaram os meios de comunicação colombianos.
O uso da camiseta durante a campanha gerou certa polêmica após críticas da esquerda, que repreendem De la Espriella e seus seguidores por quererem se apropriar de símbolos que pertencem a todos os colombianos. Falsamente, o candidato de extrema direita acusou o presidente Gustavo Petro de querer proibir a camiseta.
Os colombianos têm um encontro decisivo para eleger o presidente no próximo dia 21 de junho, com o referido De la Espriella como favorito após vencer no primeiro turno com 43% dos votos, contrariando todas as previsões, que apontavam como vencedor o candidato do partido no poder, Iván Cepeda, que acabou obtendo 40% do apoio do eleitorado.
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