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MADRID 4 set. (EUROPA PRESS) -
A Suprema Corte do Peru ordenou na quarta-feira a libertação imediata da prisão do ex-presidente peruano Martin Vizcarra (2018-2020), que está cumprindo uma sentença de prisão preventiva de cinco meses desde 13 de agosto no contexto de um caso de suborno passivo.
Foi o que decretou a Câmara Penal Nacional da Suprema Corte, considerando "infundados" os motivos da prisão preventiva decretada contra ele, depois que o juiz do Sétimo Tribunal Nacional de Investigação Preparatória, Jorge Chávez Tamariz, alegou, em meados de agosto, que o ex-presidente corria o risco de ser processado e de fugir, além de ter um comportamento questionável.
Os magistrados Enríquez Sumerinde, Magallanes Rodríguez e Javiel Valverde responderam favoravelmente ao recurso apresentado pela defesa de Martín Vizcarra contra a prisão preventiva, entendendo que os elementos da acusação, como os vínculos familiares e profissionais do ex-presidente, não eram suficientemente graves para justificar a medida.
O ex-presidente descreveu a decisão em suas redes sociais como "uma correção de um erro que nunca deveria ter sido cometido". "Durante 21 dias estive privado de minha liberdade, enfrentando uma transferência injustificada e ataques à minha dignidade, que violaram meus direitos e geraram incerteza sobre minha integridade pessoal", denunciou, ao mesmo tempo em que agradeceu os "sinais de apoio e incentivo" de seus concidadãos, familiares e amigos, nos "momentos mais difíceis".
No entanto, Martin Vizcarra continuará sendo investigado como suposto autor do crime de suborno passivo durante a licitação de obras quando era governador de Moquegua, no sul do país. Especificamente, elas correspondem a duas obras públicas: 'Lomas de Ilo' e 'Hospital de Moquegua'.
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