Publicado 20/03/2026 17:50

A Justiça peruana condena o ex-assessor de inteligência Vladimiro Montesinos pelo assassinato de uma jornalista

Archivo - Arquivo - 23 de junho de 2016 - Lima, Peru - LIMA, 23 DE JUNHO DE 2016..JULGAMENTO NA SALA DE AUDIÊNCIAS DA BASE NAVAL DA MARINHA, CONTRA VLADIMIRO MONTESINOS PELO CASO DE SEQUESTRO DO EMPRESÁRIO SAMUEL DYER... FOTO: DANTE PIAGGIO D / EL COMERCI
Europa Press/Contacto/El Comercio - Arquivo

MADRID 20 mar. (EUROPA PRESS) -

A Justiça peruana condenou Vladimiro Montesinos, ex-assessor de Inteligência do ex-presidente Alberto Fujimori, a 20 anos de prisão por um crime de “homicídio qualificado” relacionado ao assassinato da jornalista Melissa Alfaro e de Víctor Hugo Ruiz León em uma explosão causada por envelopes-bomba em 10 de outubro de 1991.

Alfaro, que trabalhava como chefe de reportagens do semanário Cambio, morreu após abrir um envelope embrulhado em jornais na redação, em um contexto de atentados contra ativistas de esquerda no país latino-americano durante a era Fujimori. O caso da jornalista, enquadrado na trama dos “Envelopes-Bomba”, também afetou outras vítimas.

Montesinos — para quem o Ministério Público havia pedido 35 anos de prisão — também foi declarado culpado por “homicídio qualificado em tentativa grave” nos casos das mortes do cidadão Víctor Hugo Ruiz León, do ativista Augusto Zúñiga Paz, do então deputado Ricardo Letts Colmenares e do jornalista Carlos Arroyo Reyes pelos mesmos motivos, conforme relatado por vários meios de comunicação peruanos.

O ex-assessor de Fujimori acumula várias sentenças contra si, entre elas a de 2024 a 19 anos e 8 meses de prisão pelo assassinato, em 1992, de seis camponeses na província de Pativilca, que foram apresentados como guerrilheiros do Sendero Luminoso no contexto da guerra suja do Estado peruano contra grupos armados.

Em junho de 2023, foi condenado a mais 25 anos pela morte de Mariella Barreto Riofano, agente do Serviço de Inteligência do Exército (SIE), sequestrada e assassinada em 1997. Montesinos foi condenado em novembro de 2021 a 17 anos de prisão pelo sequestro do jornalista Gustavo Gorriti em abril de 1992.

Além disso, foi condenado em 2016 a 22 anos de prisão pelo desaparecimento forçado de três pessoas — duas delas estudantes — em 1993 e considerado culpado em 2006 por seu papel no tráfico de armas para as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

Montesinos fugiu do Peru, mas foi capturado na Venezuela em junho de 2001 e condenado a 25 anos de prisão pelos massacres de La Cantuta e Barrios Altos. Desde então, ele permanece atrás das grades na prisão naval de El Callao, na capital, Lima.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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