Publicado 05/09/2026 22:31

A Justiça paralisa a mina de lítio da Sigma Lithium e suspende suas licenças ambientais em Minas Gerais

Archivo - Arquivo - 15 de junho de 2023: A Sigma Lithium opera em Grota do Cirilo, no Brasil.
Europa Press/Contacto/Douglas Magno/A - Arquivo

MADRID 6 set. (EUROPA PRESS) -

Um tribunal do Brasil determinou a suspensão das licenças ambientais da Sigma Mineração SA, subsidiária da Sigma Lithium Corp., e ordenou a interrupção de todas as operações de extração no projeto Grota do Cirilo, um dos principais jazigos de lítio do país.

A decisão judicial atende a um pedido de medidas cautelares apresentado pela Federação das Comunidades Quilombolas do Estado de Minas Gerais, que questiona a distância declarada pela empresa entre a exploração mineradora e o território tradicional da comunidade quilombola de Baú.

A Grota do Cirilo está localizada no chamado “Vale do Lítio”, uma região do estado de Minas Gerais que concentra importantes reservas desse mineral. O complexo é considerado um dos maiores depósitos de lítio em rocha dura do mundo e dispõe, além disso, de uma planta de processamento localizada ao lado das instalações de mineração.

Em sua decisão, divulgada pela imprensa estadual, o tribunal considera que as instalações estão localizadas dentro da área de influência direta da comunidade de Baú. Consequentemente, sustenta que o projeto deve ser submetido a estudos específicos sobre seus possíveis efeitos nas comunidades tradicionais afro-brasileiras conhecidas como quilombolas.

A empresa defendeu que a exploração se encontra fora do perímetro de impacto estabelecido em oito quilômetros e argumentou que as autorizações concedidas pelas autoridades estaduais estão em conformidade com a legislação vigente. Conforme consta na decisão, a Sigma também sustenta que a falta de títulos definitivos de propriedade sobre as terras impediria a ativação do mecanismo específico de proteção destinado às comunidades quilombolas.

O juiz Antônio Lúcio de Oliveira Barbosa considerou, no entanto, que “o risco de danos decorre do fato de que o complexo minerador opera de forma contínua, extraindo recursos e realizando constantes detonações e movimentos de terra a apenas alguns quilômetros do território tradicional”, segundo declarações coletadas pela agência Bloomberg.

Além de ordenar a paralisação das atividades, o magistrado instou os órgãos ambientais de Minas Gerais a não concederem novas licenças ou autorizações ambientais à empresa enquanto a decisão estiver em vigor.

A ordem foi emitida depois que o projeto já havia enfrentado uma interrupção de suas atividades em julho passado, quando a autoridade ambiental da região decretou o embargo das instalações de Grota do Cirilo, localizadas nos municípios de Araçuaí e Itinga. A medida foi tomada depois que uma inspeção realizada no final de maio detectou supostas infrações.

A Sigma Lithium negou, na ocasião, ter descumprido a legislação e retomou suas operações de mineração e industriais no mês passado, após chegar a um acordo com o governo do estado de Minas Gerais.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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