Publicado 13/02/2026 22:48

A Justiça mantém a tornozeleira eletrônica e as restrições às visitas a Cristina Fernández

Archivo - Arquivo - 17 de outubro de 2025, Buenos Aires, Buenos Aires, Argentina: No Dia da Lealdade Peronista, 80 anos após o 17 de outubro de 1945, manifestantes peronistas marcharam para saudar Cristina Kirchner, atual líder do peronismo, na rua San Jo
Europa Press/Contacto/Matias Rosingana - Arquivo

MADRID 14 fev. (EUROPA PRESS) -

A Câmara Federal de Cassação Penal argentina — o mais alto tribunal penal abaixo da Suprema Corte — rejeitou o pedido da ex-presidente Cristina Fernández de Kirchner de abandonar a tornozeleira eletrônica e reduzir as limitações do regime de visitas durante sua prisão domiciliar, considerando que se trata de medidas conformes à lei e que “não constituem um agravamento ilegítimo da pena”.

A decisão foi tomada após deliberação dos magistrados Diego Barroetaveña, Mariano Borinsky e Gustavo Hornos, que responderam às reclamações da ex-mandatária com um voto dividido, refletido em uma decisão de 131 páginas, divulgada pela mídia nacional.

Barroetaveña e Hornos salientaram que o uso da tornozeleira eletrônica em casos de prisão domiciliar está previsto na reforma introduzida pela Lei 27.375 e sublinharam que “a ausência de incidentes não torna a medida desnecessária, mas confirma sua eficácia preventiva”.

Em relação às restrições relativas ao regime de visitas — incluindo autorizações, uso da varanda e monitoramento eletrônico —, eles defenderam a necessidade das mesmas — previstas na Lei 24.660 —, alegando que “trata-se de uma modalidade excepcional de cumprimento de uma pena privativa de liberdade e não de uma situação equiparável à liberdade plena”.

Ambos os magistrados apontaram que essas medidas, em conjunto, “constituem uma mensagem pública que não deve ser diluída por flexibilizações sem fundamento”. “(A pena) cumpre não apenas uma função de ressocialização, mas também uma função institucional e expressiva (...), especialmente em casos de corrupção de gravidade institucional”, acrescentaram em seu parecer, segundo o jornal Clarín.

Por sua vez, Borinsky mostrou-se contrário aos argumentos de seus colegas e defendeu atender às demandas da ex-mandatária e “flexibilizar integralmente” seu regime de prisão domiciliar.

Assim, defendeu que o sistema de autorização individual das visitas “é excessivamente restritivo” e alertou que a exigência de uma intervenção judicial antes de cada visita poderia dar lugar a “uma situação mais grave do que o regime intramuros, onde as visitas se desenvolvem sob regras regulamentadas sem autorização judicial específica para cada encontro”.

Sua proposta contempla também a retirada da tornozeleira eletrônica, bem como a ampliação — sem limitações horárias e temporais — do uso da varanda.

Esta resolução responde ao pedido apresentado em agosto do ano passado pela defesa de Cristina Fernández de Kirchner, que solicitou ao Supremo Tribunal de Justiça da Argentina que lhe fosse retirada a pulseira eletrônica que usa no tornozelo para controlar o cumprimento de sua prisão domiciliar e que fossem reduzidas as restrições de visitas durante seu confinamento, uma medida de internação decretada contra ela pelo conhecido caso Vialidad.

Isso depois que um tribunal de Buenos Aires, capital do país, concedeu a ela, em meados de junho do mesmo ano, prisão domiciliar, apesar da posição dos promotores, que haviam solicitado que ela cumprisse a pena de seis anos de prisão pela causa mencionada na prisão.

Para solicitar a prisão domiciliar, a defesa de Kirchner baseou-se na idade da ex-presidente (72 anos) e no fato de que é “obrigação” do Estado “zelar pela segurança daqueles que exerceram no passado o poder executivo”. Também lembraram que ela sofreu uma tentativa de assassinato. Kirchner foi condenada por ter concedido obras rodoviárias milionárias a um sócio e suposto testa de ferro durante seus dois governos. A ex-presidente, que nega as acusações, denunciou que é vítima de perseguição política e judicial.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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