Publicado 22/05/2026 18:21

A Justiça italiana nega a extradição para o Brasil da ex-deputada bolsonarista Carla Zambelli

Archivo - Arquivo - 7 de agosto de 2023, São Paulo, São Paulo, Brasil: 7 de agosto de 2023, São Paulo, Brasil. A deputada federal CARLA ZAMBELLI (PL-SP) solicitou o adiamento do depoimento à Polícia Federal, inicialmente marcado para as 14h desta segunda-
Europa Press/Contacto/Wagner Vilas - Arquivo

MADRID 22 maio (EUROPA PRESS) -

O Tribunal de Cassação italiano rejeitou nesta sexta-feira a extradição para o Brasil da ex-deputada do Partido Liberal Carla Zambelli, presa na Itália desde julho de 2025, mas condenada em seu país a dez anos de prisão por participar de um ataque cibernético ao Conselho Nacional de Justiça.

Os magistrados do que é o órgão judicial máximo da Itália revogaram a decisão do Tribunal de Apelações de Roma, que havia aprovado o pedido das autoridades brasileiras para que Zambelli fosse transferida para o país sul-americano, onde esperam que ela cumpra a pena.

Foi assim que responderam, informa a agência de notícias italiana ANSA, ao recurso apresentado pela defesa de Zambelli, que possui cidadania italiana e está detida há quase um ano na prisão de Rebibbia, no norte de Roma.

No entanto, espera-se que os tribunais decidam no próximo mês de junho se aprovam ou não a extradição de Zambelli, em relação a um segundo processo pelo qual ela foi acusada. A ex-deputada foi condenada, em agosto de 2025, a cinco anos de prisão por perseguir, arma em punho, pelas ruas de São Paulo um simpatizante do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a campanha eleitoral de 2022.

De acordo com informações da agência Brasil, Zambelli poderia ser libertada nos próximos dias e, de fato, a mãe da ex-deputada, Rita Zambelli, garantiu em um vídeo divulgado em suas redes sociais que ela “amanhã estará livre na Itália”.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal do Brasil condenou por unanimidade Zambelli e o hacker Walter Delgatti em maio de 2025 por um esquema para inserir informações falsas nos sistemas oficiais do Conselho Nacional de Justiça com o objetivo de colocar em dúvida a legitimidade do Judiciário brasileiro. A sentença também incluiu a perda de seu mandato como deputada, que ela tentou, sem sucesso, manter por meio de uma iniciativa apresentada pelos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro no Congresso.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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