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MADRID 9 abr. (EUROPA PRESS) -
O Poder Judiciário de Israel anunciou nesta quinta-feira que prevê retomar neste domingo o julgamento por corrupção contra o primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu, que havia sido suspenso devido ao estado de emergência decretado durante a ofensiva lançada no final de fevereiro, em conjunto com os Estados Unidos, contra o Irã.
“Após o levantamento do estado de emergência em vigor em todo o país e devido à retomada dos trabalhos no sistema judiciário israelense, as audiências ocorrerão normalmente”, indicou a Justiça em um comunicado.
Netanyahu está sendo julgado por três casos de corrupção, acusado de suborno, fraude e abuso de confiança. No primeiro caso, Netanyahu e sua esposa, Sara, são acusados de aceitar artigos de luxo, como charutos, joias e champanhe, no valor de cerca de 250 mil euros, provenientes de bilionários, em troca de favores políticos.
Entre essas acusações contra ele está o uso indevido de poder para pressionar a mídia a divulgar informações favoráveis ao governo. Um dos casos remonta ao ano de 2000, quando ele supostamente tentou chegar a um acordo com o jornal 'Yedioth Aharonot' para que este falasse de forma positiva de seu governo em troca de promover uma legislação que prejudicasse seu principal concorrente, o jornal 'Israel Hayom'.
O primeiro-ministro nega ter cometido qualquer crime e afirma que todas as acusações foram inventadas em um golpe político liderado pela Polícia e pelo Ministério Público. O processo, sujeito a constantes atrasos desde o seu início em maio de 2020, parece ser longo, especialmente devido ao contexto na região.
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